Investidor não descarta corte de 1 ponto no juro

Mesmo com a piora das expectativas de inflação em 2011 e 2012, os juros futuros caíram ontem. Declarações de autoridades brasileiras pressionaram as taxas para baixo. Sexta-feira, o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, alertou que o risco de recessão global está mais alto. Além disso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a insistir que o governo quer um crescimento de 4% para a economia.

MÁRCIO RODRIGUES, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2011 | 03h04

"Se o governo quer um PIB de 4%, o corte de juros vai prosseguir, apesar da piora das expectativas", analisou um operador. Segundo ele, a insistência da equipe econômica na piora externa prepara o terreno para nova redução da taxa Selic. "Há até quem fale num corte de 1 ponto porcentual no próximo encontro do Copom (Comitê de Política Monetária do BC), em outubro", completou.

Assim, a taxa do contrato para janeiro de 2012 recuou a 11,12%, de 11,2% ao ano na sexta-feira. O DI para janeiro de 2013 foi para 10,27%, ante 10,46%. E o DI para janeiro de 2014 marcou 10,69%, de 10,95% ao ano.

Ainda que não aposte em um corte maior na próxima reunião do BC, o economista-chefe da Prosper Corretora, Eduardo Velho, enxerga a possibilidade de afrouxamento monetário para além de 2011. "Em nossos cenários, esperamos recuo total de ao menos 1,5 ponto nas próximas três reuniões de política monetária, para 10,5% (queda de 0,5 ponto em cada)."

Apesar da piora das expectativas, o IPC-Fipe divulgado ontem se mostrou favorável à estratégia do BC, ao apontar desaceleração de 0,25% para 0,22% entre a segunda e terceira prévias deste mês. Isso já fez com que a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) revisasse, de 0,3% para 0,27%, a projeção para a inflação de setembro na cidade de São Paulo.

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