Investidor não pode abrir mão de ações no longo prazo

Para o longo prazo, os especialistas recomendam o investimento de ao menos uma parte do 13º salário em ações ou fundo de ações. Caso não se sinta confortável com o sobe-e-desce da Bolsa, o investidor tem um caminho alternativo, como um plano de previdência privada.A despeito do prazo e do volume da aplicação, a principal dica dos especialistas é a diversificar dos investimentos. O superintendente de private banking da Votorantim Asset Management, Rogério Santos, acredita que as taxas de juros tendem a cair mais um pouco e o Brasil continuará desfrutando dos benefícios da estabilidade econômica.Com base nesse cenário, a decisão de alocar os recursos em diferentes modalidades de investimento pode garantir bom resultado, aproveitando o melhor de cada mercado e garantindo proteção em caso de uma eventual crise.Cirne de Toledo, da Nossa Caixa, avalia que a crise imobiliária nos Estados Unidos ainda pode ter algum desdobramento nos próximos meses, com eventuais impactos locais, mas concorda com Santos no sentido de que o Brasil tende a se beneficiar da estabilidade econômica. Comparando o País com um carro, ele comenta que "a lataria pode sofrer alguns arranhões, mas com certeza não haverá um amassado significativo". Para Villanova, do Bradesco, outro efeito da estabilidade é o aumento do número de investidores que deixam o conservadorismo e procuram maior risco e retorno. "Há investidores familiarizados com o mercado que questionam quanto podem eventualmente perder", diz.

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