'Investidor não vai deixar de alocar no Brasil'

O investidor estrangeiro está mais seletivo, mas continua interessado em comprar ativos no Brasil, avalia o vice-presidente executivo do Bradesco, Sérgio Clemente. Por isso, os problemas com as companhias de Eike Batista não comprometem a captação de empresas brasileiras no exterior.

Altamiro Silva Júnior, correspondente em Nova York, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2013 | 02h08

"Óbvio que não é bom, mas o investidor não vai deixar de alocar no Brasil", disse Clemente a jornalistas. A OGX, principal empresa do grupo, entrou com pedido de recuperação judicial e com isso deixou uma dívida de US$ 3,6 bilhões com detentores de bônus externos com status de calote.

Clemente lembra um episódio recente, da quebra do Banco Cruzeiro do Sul, para ressaltar que há uma certa preocupação dos investidores logo no momento em que os problemas são anunciados, mas que tende a se dissipar em seguida. "O mercado de capitais brasileiro está mais maduro. Obviamente o investidor fica mais seletivo. Considerando o tamanho do mercado, o episódio do Eike é imaterial", afirmou o executivo, que participa em Nova York de um evento do Bradesco BBI com investidores.

"O Brasil continua sendo polo importante na alocação em mercados emergentes e essa atração será maior quanto mais estável e previsível for a economia brasileira", disse Clemente.

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