Investidor propõe saldar dívidas da Yukos e comprar companhia

O presidente do Conselho de Diretores da empresa petrolífera russa Yukos, Víctor Gueráschenko, revelou hoje que um investidor anônimo propôs saldar suas dívidas e adquirir a companhia. "Fui informado de que apareceu um investidor disposto a pagar as dívidas da Yukos e se transformar em seu proprietário", disse Gueráschenko, ex-presidente do banco central da Rússia, em entrevista à emissora de rádio "Eco de Moscou".Gueráschenko indicou que a aparição de "um investidor disposto a saldar todas as dívidas da Yukos" oferece uma pequena esperança de sobrevivência à companhia, que já foi a maior empresa petrolífera privada da Rússia, e agora tem sua sobrevivência posta em xeque por polêmicas dívidas fiscais retroativas.O ex-presidente do Banco Central expressou seu temor de que esta oferta seja desperdiçada por culpa das autoridades russas, as quais acusa de levar a Yukos à ruína, "contra toda lógica", pois o Fisco é seu maior credor e deveria estar interessado em sua sobrevivência.NegociaçõesOs credores da Yukos rejeitaram na terça-feira passada o plano de saneamento financeiro da companhia petrolífera e a imposição de um gerente externo encarregado de vender a um bom preço seus ativos, e pediram sua quebra, que o Tribunal de Arbitragem decidirá em 1 de agosto.Nessa reunião, o gerente externo da Yukos, Eduard Rebgun, afirmou que a companhia é insolvente porque suas dívidas, de US$ 18,3 bilhões, superam seus ativos, avaliados em US$ 17,7 bilhões, apesar de os diretores da companhia petrolífera terem estimado sua capitalização atual em US$ 37 bilhões.Gueráschenko, que afirmou que são falsas as reivindicações fiscais apresentadas à Yukos, assinalou que apesar de todos os seus problemas, a companhia já pagou US$ 21 bilhões, de um total de US$ 27,5 bilhões de dívidas aprovadas nos tribunais.Após a divulgação, na terça-feira, que os credores pediam a quebra da Yukos, suas ações tiveram queda de 35% na Bolsa de Moscou, mas hoje, antes mesmo de Gueráschenko ter anunciado a aparição de um novo investidor, recuperaram toda esta perda.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.