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Investidor quer aportar US$ 250 milhões na Varig, dizem pilotos

A Associação de Pilotos da Varig (Apvar) garante que um investidor europeu continua interessado em aportar US$ 250 milhões na Varig, cujas dívidas superam US$ 900 milhões. O presidente da entidade, Flávio Souza, não revelou o nome do interessado, mas afirmou que este assunto será tema da audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que discutirá a situação da companhia aérea no fim da tarde de hoje, em Brasília. Souza declarou que tem se aproximado de interlocutores do PT para debater os problemas da companhia. Um deles é o senador petista Roberto Saturnino (RJ), que solicitou a audiência de hoje.A Apvar elaborou há três meses um plano de reestruturação da empresa, à revelia da diretoria da Varig. O projeto, segundo Souza, já foi discutido várias vezes com representantes do BNDES e do governo federal, que acompanham de perto toda a crise na companhia, a principal da América do Sul. "A situação da Varig é de interesse público", disse Souza à Agência Estado. Segundo ele, o BNDES ainda não deu "um retorno formal" sobre o plano proposto pela Apvar. Souza entrou em choque com os administradores da empresa este ano e foi demitido, junto com outros membros da Apvar. Ele solicitou reintegração na Justiça.Na próxima quinta-feira, os representantes da entidade reúnem-se em Porto Alegre (RS) com a Curadoria da Fundação Rubem Berta. A Fundação, que controla o grupo Varig, rejeitou um acordo com os credores. Isso motivou a saída do presidente da empresa, Arnim Lore, e dos conselheiros José Roberto Mendonça de Barros, Luiz Spínola e Clóvis Carvalho. Os quatro haviam assumido o Conselho da Administração da holding controladora do grupo, FRB-Par, com o objetivo de fechar um acordo com os credores e reestruturar a empresa. A tentativa naufragou. O nome do novo presidente deve ser divulgado amanhã.Querosene Segundo Souza, o credor mais preocupante é a BR Distribuidora, para quem a Varig deve R$ 140 milhões. A BR só está aceitando pagamento do querosene de aviação à vista. Ou seja, se a Varig não paga a BR todos os dias, corre o risco de ficar sem combustível para os aviões. "Isso realmente pode trazer problemas para a empresa, ainda mais por que a BR tem o monopólio do setor", disse Souza. No mais, segundo ele, a crise financeira não está prejudicando o dia-a-dia da Varig. "As operações estão normais", declarou, acrescentando que descarta nova possibilidade de greve. Em outubro, a Apvar organizou uma paralisação, mas desistiu na última hora. Na época, a Varig informou que a maioria dos pilotos rejeitou a greve. A entidade tem uma antiga queda de braço com a administração da Varig, pois não se conforma com as demissões na companhia. Até agora, foram demitidos 63 pilotos. Neste ano, uma ação da Apvar fez a Justiça de Porto Alegre conceder liminar bloqueando os bens do ex-presidente da Varig, Ozires Silva, e de outros dez executivos da companhia. Os pilotos alegam que os administradores estão provocando o "desmonte" da companhia aérea.

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