Investidor tem novas opções para fazer aplicação sem sair de casa, pela internet

CDB online é a grande novidade; especialistas alertam que aplicação pela internet não deve ser realizada por novatos

Roberta Scrivano, O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2011 | 00h00

Montar uma carteira de investimentos diversificada sem sair de casa. Ações, títulos do Tesouro Direto, fundos DI e de renda fixa, além do Certificado de Depósito Bancário (CDB), são algumas das opções disponíveis aos pequenos investidores pela internet.

Em uma ou outra alternativa é possível até conseguir melhores remunerações pela internet do que na negociação pessoal (como é o caso do CDB do banco online Sofisa Direto), que paga, no mínimo, 100% do CDI (taxa referencial de juros do mercado), independentemente do valor investimento.

Especialistas em finanças pessoais, no entanto, alertam que é preciso cuidado redobrado na hora de aderir a um investimento pela internet. "Não é para os totalmente leigos", comenta Fábio Colombo, administrador de investimentos.

O CDB online é a grande novidade das modalidades de investimento disponíveis pela internet. Há pouco mais de dez dias, o tradicional banco Sofisa inaugurou um banco totalmente online, o Sofisa Direto. "Tudo é feito pela internet. Não há necessidade de nenhum contato por telefone", explica Bazili Swioklo, responsável pelo desenvolvimento da novidade.

Para concorrer com as milhares de opções de CDB disponíveis nas prateleiras dos bancos, o Sofisa Direto promete a melhor remuneração para qualquer valor. "De R$ 1 a R$ 1 milhão pagamos o mesmo porcentual do CDI", emenda Swioklo.

São oito as opções de CDB online no Sofisa Direto. O que tem liquidez diária paga 100% do CDI. O que tem prazo para saque de três anos, remunera em 110% do CDI.

No caso das ações, a maior parte dos investidores já está habituado ao uso da plataforma online home broker. Não há custo extra para uso do software e há a comodidade de comprar e vender os papéis sem ter que falar com a corretora. "O que não pode é ficar apostando, operando quase sem parar", alerta a psicanalista especializada em finanças comportamentais Vera Rita de Mello Ferreira.

Ela comenta ainda que, pelo aspecto de "jogo" que há no home broker, aqueles que têm tendência correm o risco de viciar-se no programa. Vera Rita tem, inclusive, dois livros publicados sobre o assunto: "Decisões econômicas, você já parou para pensar?" e "Psicologia econômica, estudo do comportamento econômico e da tomada de decisão".

Os títulos do Tesouro Direto têm se popularizado e são boas modalidades de investimento para quem vislumbra o longo prazo. De acordo com o próprio Tesouro, no mês de maio houve recorde no volume de negociações: R$ 360,91 milhões, montante 112,7% maior que o obtido em janeiro de 2001 - que até então era o mais alto da história.

"Há home brokers de corretoras que, além de vender ações, vendem títulos do Tesouro", indica Eduardo Rissi, professor de economia e de finanças do Insper (ex-Ibmec São Paulo).

Os fundos DI e de renda fixa, que podem ser adquiridos pelo bankline dos grandes bancos, não são muito bem recebido pelos especialistas em finanças pessoais.

"Às vezes as taxas de administração são altíssimas", diz o professor do Insper. Por isso, ele sugere que, no caso dos fundos, o investidor procure o banco pessoalmente para que o gerente explique com detalhes o produto e especifique qual será a rentabilidade e quais os custos da modalidade.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.