Investidor vê cenário melhor para emergentes

Os investidores do mercado de títulos da dívida de países emergentes estão mais otimistas sobre o potencial de retorno do setor para o quarto trimestre, em meio ao cenário mais claro sobre a eleição presidencial no Brasil.Agora que uma provável vitória do candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, foi completamente descontada no mercado e seu partido emitiu declarações tranqüilizadoras sobre a futura política econômica, os investidores estão começando a ver o cenário para o quarto trimestre através de lentes cor-de-rosa.Excluindo qualquer evento externo importante ou ações contrárias ao mercado do novo governo brasileiro, que tomará posse em janeiro, alguns gerentes de carteira estão prevendo retornos no final do ano acima de 5% para o mercado de títulos da dívida de países emergentes como um todo."Nós podemos ter um impulso no quarto trimestre se Lula apontar uma equipe razoável", disse Jim Barrineau, vice-presidente de pesquisa de mercados emergentes do Alliance Capital Management. Ele acrescentou que os investidores vão monitorar as políticas que o próximo governo vai buscar implementar, incluindo a reforma da previdência e um superávit fiscal maior. O spread da porção dos bônus da dívida brasileria no índice EMBI+ do JP Morgan aumentou em mais de 1.200 pontos-base durante os últimos sete meses, pressionado pelas preocupações de que um eventual governo petista leve o País a uma situação de default.Tal nervosismo cortou os investimentos para a América Latina e limitou a habilidade dos países emergentes em captar recursos nos mercados de capital internacionais. Depois do primeiro turno da eleição presidencial, realizado no dia 6, os investidores encontraram um cenário mais claro, com Lula tranqüilizando Wall Street com declarações de que sua administração vai honrar os contratos e o compromisso de obter um superávit primário orçamentário suficientemente grande para conter a crescente proporção dívida X PIB."Se tudo correr bem no mundo, eu estou confiando em que nós poderemos ter bons retornos de até 5% a 7%", disse David Rolley, gerente de carteira da Loomis Sayles. Ele disse que tudo o que o mercado precisa é de boas notícias do Brasil e uma recuperação econômica global e, então, "nós viveremos felizes para sempre".

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