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Investidor zera prejuízo e comemora

Levantamento mostra que perdas provocadas pela turbulência de julho e agosto na Bolsa já foram recuperadas

Renée Pereira, O Estadao de S.Paulo

25 de setembro de 2007 | 00h00

Os investidores que tiveram sangue-frio para agüentar a turbulência que assolou o mercado financeiro entre meados de julho e agosto só têm motivo para comemorar. Boa parte dos papéis listados no Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) não só zerou os prejuízos provocados pela crise como acumula valorizações expressivas no período.É o que mostra um levantamento feito pela empresa de informações financeiras Economática com ações de companhias cujo volume médio diário negociado foi superior a R$ 1 milhão entre 19 de julho e ontem. As empresas de siderurgia, metalurgia e mineração são maioria no levantamento. As ações ordinárias (ON) da Vale do Rio Doce, por exemplo, somam no período ganho de 23,22% e as preferenciais (PN), 21,15%. Para efeito de comparação, o Ibovespa acumula no mesmo período valorização de 1,02%.Apenas no pregão de ontem, as ordinárias da Vale subiram 4,94% e as preferenciais, 5,01%. O desempenho está associado a forte demanda global por minérios, especialmente por causa do crescimento da China, explica o economista da Gap Asset Management, Alexandre Maia. Isso tende a pesar no momento que a empresa for reajustar o preço do minério. Em 2005, o reajuste do preço do produto foi de 71,5%; em 2006, de 19%; e este ano, de 9,5%.Segundo Maia, Vale e Petrobrás são as companhias mais procuradas pelos investidores, tanto nacionais como estrangeiros. No caso da Petrobrás, as ações ordinárias acumulam valorização de 8,11% entre 19 de julho e ontem e as preferenciais, 6,47%. A explicação para o ganho da estatal é a alta no preço do petróleo, mas também as perspectivas de aumento da produção doméstica.A companhia está investindo em uma série de novos projetos que vai ampliar de forma significativa sua oferta, diz o diretor de investimento da Sul América Investimentos, Marcelo Assalin. ''''Na bolsa, o que interessa é a demanda crescente, o volume de investimento das empresas e a perspectiva de lucro'''', completa o gerente de Renda Fixa do Banco Prosper, Carlos Cintra.OUTRAS EMPRESASO levantamento mostra casos em que a valorização desde 19 de julho atinge 87,14%. Um exemplo são as ações preferenciais da Suzano, comprada em 4 de agosto pela Petrobrás.Outro papel que teve forte valorização no período é uma companhia do ramo de construção, a João Fortes Engenharia. Mas a empresa tem uma média diária de volume financeiro negociada na Bolsa pequena ante Vale e Petrobrás. Enquanto a companhia negocia uma média de R$ 1,6 milhão por dia, as duas gigantes brasileiras movimentam uma média diária de R$ 500 milhões.A Economática encontrou 41 empresas, com volume diário superior a R$ 1 milhão desde 19 de julho, que conseguiram recuperar as perdas provocadas pela crise americana de hipotecas de alto risco. As valorizações variam de 1,69% e 87,14%.

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