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Investidores ameaçam processar BRF nos EUA

Companhias estão fazendo investigações para avaliar se o alto comando da gigante brasileira de alimentos burlou as regras do mercado de capitais americano

Altamiro Silva Junior, O Estado de S.Paulo

08 Março 2018 | 22h10

Ao menos oito empresas americanas, entre elas escritórios de advocacia e representantes de investidores, ameaçam processar a BRF nos Estados Unidos. As companhias estão fazendo investigações para avaliar se o alto comando da gigante brasileira de alimentos burlou as regras do mercado de capitais americano.

Entre os que estudam entrar na Justiça, está o Pomerantz, o mesmo escritório que liderou a ação coletiva contra a Petrobrás em Nova York, que em janeiro anunciou acordo de US$ 3 bilhões para encerrar o litígio.

Em comunicados aos investidores, os advogados afirmam a intenção de iniciar uma ação coletiva contra a BRF em Nova York e convocam os interessados para discutir o caso. A BRF tem American Depositary Receipts (ADRs, recibos que representam ações) listados na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). Por isso, também está sujeita às regras do mercado de capitais dos EUA.

“O Pomerantz está investigando queixas em nome dos investidores da BRF”, afirma um dos comunicados do escritório. O texto ressalta que os papéis da empresa brasileira despencaram com a notícia da prisão pela Polícia Federal do ex-presidente da companhia, Pedro Faria, e de acusações de adulteração de resultados de análises laboratoriais. Procurada, a BRF informou que não comenta o assunto.

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Outro escritório, o Block & Leviton, de Boston, afirma estar investigando se a companhia burlou leis federais do mercado de ações dos EUA e também ressalta a intenção de iniciar uma ação coletiva. Em nota a clientes, o escritório observa que as acusações contra a empresa “causaram prejuízos de milhões de dólares” aos investidores, que podem pedir na Justiça a recuperação do prejuízo.

The Schall Law Firm, de Los Angeles, está apurando se, ao omitir práticas irregulares, a BRF divulgou “comunicados falsos e/ou enganosos” para investidores. Já o escritório Bronstein, Gewirtz & Grossman explica a clientes que a investigação na BRF faz parte da Operação Carne Fraca, que já descobriu mais de 40 casos de pagamento de propina para corromper fiscais e órgãos reguladores.

A Carne Fraca já levou a abertura de uma ação coletiva contra a JBS no ano passado em Nova York. Ainda na Justiça dos EUA, empresas do Brasil com ações listadas em Wall Street foram alvos de vários processos nos últimos anos. A Lava Jato levou a abertura de ações coletivas contra a Petrobrás, a Braskem e a Eletrobrás. Já a Zelotes fez os investidores processarem a Gerdau.

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Em nota a clientes, o escritório observa que as acusações contra a empresa “causaram prejuízos de milhões de dólares” aos investidores, que podem pedir na Justiça a recuperação do prejuízo.

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