bolsa

E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Investidores apostam em fim de aperto monetário nos EUA

Investidores em todo o mundo estão apreensivos e divididos com o principal evento da semana: a decisão do comitê de política monetária do Federal Reserve na próxima terça-feira sobre os juros, atualmente em 5,25% e o comunicado que a acompanhará. Após a divulgação do ´Payroll´ na sexta-feira passada, que mostrou um enfraquecimento no mercado de trabalho norte-americano, a aposta majoritária numa pausa no ciclo de aperto monetário foi reforçada. Mas alguns analistas com grande influência nos mercados alertam que o Fed deve elevar os juros mais uma vez para conter a pressão inflacionária e reforçar sua credibilidade. E embora a perspectiva de uma pausa dos juros seja um evento positivo para os mercados, ela está sendo compensada negativamente pelo temor de que a desaceleração na atividade econômica nos Estados possa ser mais abrupta do que se previa, causando uma recessão e afetando toda a economia mundial.Os estrategistas do HSBC, que antes apostavam numa nova alta de 0,25 ponto porcentual nos juros americanos, agora prevêem uma pausa na taxa. "Diante do aumento da taxa de desemprego em julho de 4,6% para 4,8%, é muito provável que o Fed manterá os juros inalterados", afirmam. "Entretanto, a declaração do Fed provavelmente dirá que se os riscos inflacionários persistirem, então um aperto adicional poderá acontecer mais tarde."Já o banco Goldman Sachs acredita que o Fed fará uma nova alta nos juros. Os analistas Mike Buchanan e Michael Vaknin observaram que mercados estão hoje trabalhando com uma probabilidade de apenas 20% de uma elevação na taxa. "Nós achamos que essa probabilidade é maior", afirmaram. Segundo eles, a tese que sustenta uma pausa nos juros é baseada nos dados que mostram um declínio no crescimento, a recente moderação nas expectativas inflacionárias e a visão de que o impacto do aperto monetário ainda não foi totalmente transmitido para a economia. "Entretanto, num ambiente de incerteza, no qual os riscos inflacionários parecem ter mais peso do que os riscos para o crescimento no curto prazo, outra alta de 0,25 ponto porcentual ajudaria solidificar a credibilidade do presidente do Fed, Ben Bernanke, como um combatente contra a inflação", afirmaram Buchanan e Vaknin. Essa não é a visão de Maury Harris, analista do UBS. Segundo ele, os sinais de desaceleração econômica, embora ainda não sejam conclusivos, parecem já ser suficientemente convincentes para fazer com o Fed promova uma pausa nos juros. "Acreditamos que o Fed não alterará os juros no restante deste ano e iniciará um ciclo de relaxamento monetário no início de 2007", afirmou Harris. PrudenteA revista The Economist, ecoando a preocupação de alguns analistas influentes como o economista-chefe do Morgan Stanley, Stephen Roach, alerta que apesar da economia norte-americana estar se desacelerando, o Fed deveria elevar os juros. Em editorial, a Economist observa que um número crescente de investidores está falando de uma possível recessão em 2007. "A economia americana pode estar perdendo força, mas os riscos de uma inflação em alta são maiores do que aqueles de um crescimento menor", disse. "Se Bernanke é uma pessoa prudente, ele vai elevar os juros mais uma vez."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.