Investidores da Boi Gordo pedem liquidação com base em nova lei

Um dia depois de entrar em vigor, a nova Lei de Falências começa a ser colocada em prática. A Unaa Brasil, uma das diversas associações de credores da Fazendas Reunidas Boi Gordo, pediu hoje a imediata liquidação dos ativos da Boi Gordo, independentemente da formação do quadro geral de credores ou do fim de qualquer inquérito policial, assim que concluída a arrecadação de bens. O requerimento foi protocolado junto à 1ª Vara Cível de São Paulo, onde corre o processo de falência da companhia.O pleito da Unaa Brasil tem como fundamento o parágrafo 1º, do artigo 192 da nova lei. Ela estabelece que, "nos processos de falência em curso, pode ser promovida a venda dos bens da massa falida após a arrecadação, independentemente da formação do quadro geral de credores e da conclusão do inquérito judicial"."A Unaa Brasil, como tantos outros grupos organizados de credores, têm manifestado e debatido sobre a necessidade de transformar o quanto antes os ativos da Boi Gordo em dinheiro, uma vez que as terras da falida encontram-se hoje literalmente loteadas a arrendatários e subarrendatários que vêm fazendo uso do patrimônio dos credores pagando à massa preço vil", diz a associação em nota.A falência da Boi Gordo foi decretada em abril de 2004 e envolve mais de 30 mil credores, que pleiteiam o recebimento de cerca de R$ 1 bilhão, aplicados em Certificados de Investimento Coletivo de engorda de boi emitidos pela empresa em 2001.Primeiro pedidoA empresa de instalações industriais MIB Indústria, Comércio e Serviços LTDA, com sede na cidade de Barcarena (PA), é a primeira do País a solicitar sua recuperação financeira com base na nova Lei de Falências, que entrou em vigor ontem. A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa do advogado Nacir Sales, que pediu à Justiça a inclusão da empresa na Lei de Recuperação de Empresas e Falências.

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