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Investidores da BRA negociam para reembolso de passageiros

Serão negociados R$ 22 milhões para passageiros e R$ 7 milhões para funcionários demitidos

Alberto Komatsu, da Agência Estado,

08 de novembro de 2007 | 20h07

Os investidores da BRA, agrupados no Brazil Air Partners, negociam com um fundo de participação em empresas (private equity) a obtenção de R$ 22 milhões para reembolsar seus passageiros que já haviam adquirido passagens da companhia. Outros R$ 7 milhões estão sendo negociados para pagar a rescisão dos 1.100 trabalhadores que estão em aviso prévio. O Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, o Bank of America e o Goldman Sachs, entre outros bancos, integram o Brazil Air Partners.   Veja também: Conheça os direitos do consumidor   A BRA também informou nesta quinta-feira, 8, que "inicialmente" vai endossar todas as passagens que já foram vendidas para vôos domésticos até o dia 10 de janeiro de 2008, apesar de a companhia ter vendido 70 mil bilhetes até março do ano que vem. A empresa, por meio de comunicado, informou que o passageiro deve procurar as lojas da BRA com a cópia do tíquete eletrônico para poder obter o endosso.   Depois disso, os passageiros da BRA deverão procurar as lojas da BRA nos aeroportos com o bilhete endossado para poder obter um documento que permite que eles embarquem em outra companhia aérea. Caso haja desistência da viagem, a BRA orienta o consumidor deve apresentar o documento que permitiria seu embarque em outra empresa aérea para poder pedir o reembolso em qualquer loja da BRA, que deverá ser pago em 30 dias.   A reacomodação de passageiros é prioridade para aqueles que estão dependendo da viagem de retorno. A BRA enfatiza que a acomodação de seus passageiros depende da disponibilidade de assentos em aviões das empresas que estão aceitando os bilhetes endossados: Gol, TAM, Varig e WebJet.   Infraero   Técnicos da Infraero reuniram-se nesta quinta-feira, 8, com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para analisar qual será o destino dos espaços ocupados pela BRA em aeroportos, como hangares e balcões de check-in. De acordo com a estatal, que administra 67 aeroportos no País, a BRA deve R$ 2,4 milhões para a Infraero pelo uso dos balcões, hangares e lojas nos aeroportos em que operava.   Segundo a Infraero, nessa conta não está incluída a cobrança de taxas aeroportuárias que vai direto para o Tesouro, que repassa 72% do total arrecadado para a Aeronáutica. Os 28% restantes são destinados para a Infraero, que usa os recursos na manutenção dos aeroportos.

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