Investidores da BRA perdem R$ 180 milhões

Com o fim das operações da BRA, virou pó o investimento de R$ 180 milhões que um grupo de investidores estrangeiros e mais a Gávea Investimentos, de Armínio Fraga, fizeram na BRA em dezembro do ano passado. Além do fundo da Gávea, o grupo era formado por grandes bancos e fundos de investimentos, como Bank of America, Darby, BBVA, Development Capital, Goldman Sachs, HBK Investments e Millennium Global Investments. Reunidos na empresa Brazil Air Partners, eles compraram 20% do capital da companhia aérea dos irmãos Folegatti - limite máximo para investidores estrangeiros.O diretor da BRA, Danilo Amaral, nega que o dinheiro desembolsado pelos investidores tenha sido usado em vão. Segundo ele, parte dos recursos foi destinada para a amortização de dívidas da BRA e outra parcela para cobrir gastos correntes e investimentos. De acordo com o executivo, as negociações para um novo aporte de dinheiro na BRA poderá contar com uma terceira frente, um fundo de participação em empresas (private equity), que ele garante estar interessado em adquirir uma participação acionária na companhia.Segundo Amaral, a maior preocupação dos acionistas da BRA é o fluxo de caixa, mas que a dificuldade de chegar num consenso entre os investidores é que determinou o pedido de suspensão dos vôos. O diretor afirma que a renúncia de Folegatti da presidência da BRA já não é o maior empecilho para a empresa voltar a voar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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