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E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Investidores deverão ser comunicados

De acordo com informações divulgadas no site da Fazendas Reunidas Boi Gordo, o juiz da Comarca de Comodoro já aceitou o pedido de concordata preventiva feito pela empresa no dia 15 de outubro (veja mais informações no link abaixo).Ainda não se conhecem os detalhes da proposta da empresa, mas, segundo as regras de concordata, a Fazendas Reunidas terá que regularizar no mínimo 40% de suas dívidas no primeiro ano do processo de concordata. No segundo ano, é feito o pagamento do restante. Entre estas dívidas, incluem-se os resgates dos Contratos de Investimento Coletivo (CICs).De acordo com o advogado Marcos Fuchs, é obrigação da empresa notificar todos os seus investidores sobre a forma como procederá o pagamento de seus títulos vencidos ou a vencer neste período. A Boi Gordo ainda não se manifestou sobre a questão até o fechamento desta reportagem, mas tem disponível uma linha telefônica para atendimento de seus investidores (0800-125966).Dificuldades começaram em marçoA Boi Gordo já vem apresentando dificuldades para arcar com o pagamento de seus títulos desde março deste ano (veja mais informações no link abaixo), quando começaram a vencer os CICs referentes à primeira emissão, cujos resgates totalizaram 1.273.911 arrobas. Os títulos referentes à segunda emissão começaram a vencer em agosto deste ano e estendem-se até fevereiro de 2002. Neste lote, foram vendidas 8 milhões de arrobas de boi e os resgates totalizam 9.888.972 arrobas. Já a terceira emissão tem vencimentos de junho de 2002 a setembro de 2002. Foram vendidas 4 milhões de arrobas. No final de agosto deste ano, a Fazendas Reunidas Boi Gordo conseguiu a aprovação da quarta emissão de títulos junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no total de R$ 260.552.853,00. Juntamente com este lançamento, a CVM também concedeu o registro de companhia aberta e de emissão de ações preferenciais (PN, sem direito a voto) no montante de R$ 315 milhões em ações. A CVM é responsável pela fiscalização das empresas de contrato de investimento coletivo em engorda de animais.

Agencia Estado,

17 de outubro de 2001 | 15h45

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