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Investidores dividem-se sobre expectativa para queda da Selic

A divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) ontem reacendeu a esperança de que o Comitê de Política Monetária (Copom) seja mais ousado e corte a Selic, a taxa básica de juros da economia, em 0,5 ponto porcentual na reunião que termina hoje ? a taxa passaria de 16,25% para 15,75% ao ano.Contudo, a maior parte dos analistas ainda aposta em um corte de 0,25 ponto, o que é sinalizado no comportamento dos juros no mercado futuro. E há ainda grande parte dos analistas apostando em manutenção dos juros no patamar atual. Mas, para esses mesmos observadores, o Copom deve optar por um corte "simbólico" de 0,25 ponto pelo segundo mês seguido, evitando o balde de água fria que foi a parada técnica de janeiro e fevereiro. Interromper a queda dos juros poderia ter um efeito mais perverso sobre a economia do que o seu benefício sobre a inflação. Sobretudo depois dos dados da produção industrial em fevereiro, indicando queda de 1,8% em relação a janeiro, demonstrando a fragilidade da atividade econômica. Por outro lado, um corte mais arrojado, de 0,5 ponto, poderia ser visto como uma contradição diante do discurso do BC (em atas, relatórios da inflação e palavras de suas autoridades) de defesa enfática do regime de metas de inflação, sugerindo, perigosamente - na visão de alguns analistas - uma mudança de rota, fruto de pressões políticas.

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