Investidores reagem bem à ata do Fed e Ibovespa avança

A Bovespa terminou a quarta-feira no campo positivo, com investidores mostrando maior apetite por ativos de risco após sinalização de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) deve lançar "em breve" nova rodada de estímulo monetário.

DANIELLE ASSALVE, Reuters

22 de agosto de 2012 | 17h51

O Ibovespa subiu 0,79 por cento, a 59.380 pontos. O giro financeiro da sessão foi de 6,74 bilhões de reais.

O índice se firmou em alta após a divulgação da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto do Fed, às 15 horas. Antes disso, havia operado sem tendência definida.

"O mercado reagiu imediatamente com otimismo à ata. A percepção é de que cresce dentro do Fed o apoio a novas medidas de estímulo", disse o analista Aloisio Villeth Lemos, da Ágora Corretora no Rio de Janeiro.

"Isso é música para os ouvidos dos mercados, é um sinal de que pode haver algum tipo de estímulo à economia dos Estados Unidos em breve, o que poderia também ter efeito positivo para a economia mundial."

A ata do Fed revelou que "muitos membros julgaram que uma acomodação monetária adicional provavelmente seria justificada em breve", a menos que a economia norte-americana melhore consideravelmente.

Em Wall Street, as bolsas reduziram as perdas e o índice Dow Jones encerrou em baixa de 0,23 por cento, enquanto o S&P 500 fechou praticamente estável (+0,02 por cento).

Mais cedo, o principal índice europeu de ações fechou em queda de 1,23 por cento, em meio a preocupações sobre a economia global e sobre a situação da Grécia.

Por aqui, as ações preferenciais da Vale tiveram leve alta de 0,11 por cento, a 35,31 reais, e as da Petrobras subiram 1,18 por cento, a 21,49 reais. OGX subiu 3,38 por cento, a 6,72 reais.

Dentre as maiores altas do índice, destaque para a incorporadora Brookfield, que subiu 8,91 por cento, a 4,28 reais, e para as ações da siderúrgica Usiminas, com a ordinária avançando 6,18 por cento, a 9,80 reais, e a preferencial subindo 6,14 por cento, a 8,64 reais.

Para analistas do Barclays, o recente rali das siderúrgicas se baseia na expectativa de recuperação expressiva dos resultados das companhias nos próximos trimestres -algo que eles consideram improvável. Por isso, o banco recomendou a seus clientes que reduzissem a exposição a ações do setor.

Em sentido oposto, TIM Participações liderou as perdas do índice, com queda de 4,25 por cento, a 7,88 reais, seguida por Embraer, que caiu 2,26 por cento, a 13,38 reais.

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