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Investidores reduzem temores com bancos nos EUA

NY fecha em forte alta. Bovespa segue movimento, mas fecha em leve alta de 0,89%. Vale limita ganhos

Claudia Violante, da Agência Estado

12 de março de 2009 | 17h32

O temor com o sistema financeiro norte-americano diminuiu nesta semana. Ao menos por enquanto, os investidores resolveram apostar de forma positiva nos anúncios favoráveirs feitos por grandes bancos nos Estados Unidos. Primeiro foi o CEO do Citigroup que, na terça-feira, falou sobre os resultados favoráveis da instituição neste início de ano. Hoje foi a vez do JPMorgan, que informou que vai divulgar seu balanço do primeiro trimestre no dia 16 de abril, quando então poderá provar o otimismo das declarações de ontem de seu chefe, que repetiu a ação do CEO do Citi. Já o Bank of America avisou que não deve precisar de mais recursos do governo dos Estados Unidos no futuro e deverá fechar 2009 com lucro, antes de impostos e provisões, perto de US$ 50 bilhões. As previsões também foram feitas pelo executivo-chefe da instituição, Ken Lewis.

 

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Com isso, pela terceira sessão seguida, o Dow Jones terminou em alta, de 3,46%, aos 7.170,06 pontos. O S&P avançou 4,07%, aos 750,74 pontos, e o Nasdaq fechou com elevação de 3,97%, aos 1.426,10 pontos. Os papéis da General Electric subiram 12,72%, embora tenha perdido seu rating AAA da S&P. Já a General Motors disparou 17,20%, depois de afirmar que não precisa de uma ajuda de US$ 2 bilhões para manter-se à tona até o final de março. No setor bancário, JPMorgan teve elevação de 13,73%, BofA, de 18,66%, e Citigroup, de 8,44%.

 

Ainda ajudou a sustentar o patamar de compras à tarde a declaração do secretário do Tesouro, Timothy Geithner, de que o governo divulgará publicamente, dentro de duas semanas, "propostas concretas relativamente detalhadas" sobre como planeja revisar a regulação do sistema financeiro.  

 

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) trabalhou em baixa uma boa parte do dia, na contra-mão de Wall Street, mas as bolsas lá mostraram vigor e carregaram junto o mercado interno para cima no final. O Ibovespa terminou a sessão em alta de 0,89%, aos 39.151,86 pontos. Na mínima, atingiu os 38.286 pontos (-1,34%) e, na máxima, os 39.304 pontos (+1,29%). No mês, a bolsa acumula alta de 2,54% e, no ano, de 4,27%.

 

Preocupações

 

Internamente, as notícias vindas da China atrapalharam um pouco o desempenho do Ibovespa. Isso porque os dados de produção industrial e as informações sobre negociação dos preços do minério de ferro abateram a Vale.

 

Apesar de Nova York ter tirado a Bovespa do vermelho, os investidores estão um pouco mais cautelosos com o mercado acionário doméstico, em razão do PIB do quarto trimestre do ano passado. O tombo visto na economia uma hora vai aparecer nos balanços e isso motivaria um ajuste. Além do mais, ao contrário do que o governo vinha dizendo, de que o pior da crise teria se concentrado no final do ano passado, os dados, principalmente da indústria, mostram que não é bem assim.

 

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por exemplo, divulgou uma consulta empresarial realizada entre os dias 4 e 11 de março, portanto antes da apresentação do PIB, na qual detectou que oito em cada dez empresas industriais acreditam que os efeitos da crise internacional sobre a economia brasileira se tornaram mais intensos no primeiro trimestre de 2009, quando comparado a dezembro de 2008. Segundo a pesquisa, 79% dos entrevistados afirmaram que os impactos aumentaram ou aumentaram muito neste período.

 

Vale também registrar que, segundo dados do IBGE, o emprego industrial caiu 1,3% em janeiro de 2009 ante dezembro de 2008, no quarto resultado negativo consecutivo apurado pelo instituto nessa base de comparação. Na indústria paulista, segundo a Fiesp, a queda aconteceu em fevereiro pelo quinto mês consecutivo. Foram fechadas no mês passado 43 mil vagas, queda de 2,09% ante janeiro, com ajuste sazonal, e de 1,80%, sem ajuste sazonal. O resultado é o pior para um mês de fevereiro desde 2006.

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