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Investidores vendem títulos da zona do euro em janeiro

Saída de investimentos somou € 46,9 bi, a maior queda mensal desde janeiro de 2009

Reuters,

19 de março de 2012 | 11h00

FRANKFURT - A zona do euro registrou saída de investimentos no ritmo mais rápido em três anos no mês de janeiro, com investidores de fora do bloco monetário vendendo dívida emitida na região, mostraram dados do Banco Central Europeu divulgados nesta segunda-feira.

Desde janeiro, a crise da dívida da zona do euro se acalmou e a confiança começou lentamente a retornar aos mercados, sugerindo que as saídas líquidas podem agora começar a cair novamente.

Os investimentos em carteira na zona do euro caíram € 46,9 bilhões, a maior queda mensal desde janeiro de 2009, com títulos e notas, em especial, perdendo a preferência do investidor.

"As saídas líquidas de investimento em carteira foram atribuídas basicamente às saídas líquidas de instrumentos de dívida, que foram parcialmente compensadas por entradas líquidas de capital", disse o BCE em comunicado.

"Os fluxos líquidos de saída para os instrumentos de dívida resultaram principalmente de vendas líquidas de títulos da zona do euro por não residentes, e de aquisições líquidas de títulos estrangeiros e notas por residentes na zona do euro", acrescentou.

As flutuações mensais são comuns e analistas disseram que os dados de um mês não são suficientes para alarmá-los, mas que iriam observar para ver se há continuidade dessa tendência.

"Se você olhar para a tendência do segundo semestre de 2011, eu não tenho certeza se o dado de janeiro é preocupante", disse o economista do Deutsche Bank Gilles Moec.

O economista do ING Carsten Brzeski acrescentou: "Olhando para o mercado de ações e as taxas de câmbio, isso (saídas líquidas) pode ter se revertido outra vez".

Nos 12 meses até janeiro, o fluxo de investimentos para a zona do euro ultrapassou o fluxo de saída em € 189 bilhões, mostraram os dados.

A conta corrente da zona do euro livre de influências sazonais ficou positiva em € 4,5 bilhões em janeiro, ainda segundo o banco central. (Eva Kuehnen e Suoninen Sakari)

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