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Investigação de roubo de dados da Petrobras foca porto do Rio

As investigações sobre o roubo deequipamentos com dados sigilosos da Petrobras devem seconcentrar no período em que eles permaneceram no porto do Riode Janeiro, armazenados no espaço da empresa Poliportos,disseram nesta quinta-feira fontes da Polícia Federal próximasàs investigações do caso. A polícia não descarta a hipótese de que o roubo tenhaacontecido entre o porto de Santos e a entrega, no Rio, docarregamento para o caminhão que o trouxe até a cidade deMacaé. Anteriormente, as investigações focavam o trajeto entre oRio e Macaé, percorrido por terra. "As indicações apontam para uma investigação no porto doRio", disse uma das fontes, sob condição de anonimato. Funcionários da Poliportos já estão sendo ouvidos pela PF. As fontes afirmaram ainda que as apurações se concentram noporto porque a segurança do local seria frágil. As investigações apontam que o roubo de quatro laptops,dois discos-rígidos, dois pentes de memória, um computadorclone (com disco rígido com as mesmas informações a de outroequipamento), uma impressora e um gravador de DVD ocorreu emdois lugares distintos, já que os laptops e a impressoraestariam em um contêiner e o restante, em uma caixa. De acordo com as fontes, o fato de a carga ter chegado aMacaé, no norte fluminense, em dois carregamentos, um no dia 25de janeiro e outro no dia 30, também levou a PF a voltar suasatenções ao porto carioca. Além de os equipamentos terem ficado em locais diferentes,disseram as fontes, a caixa chegou a Macaé provavelmente jáviolada cinco dias antes do contêiner, porque carregava umcomputador que apresentou defeito ainda no porto do Rio e quepassaria por perícia no norte fluminense. DENÚNCIA TARDIA O roubo de equipamentos presentes na caixa foi relatado porfuncionários da Halliburton apenas depois de ser descoberto osumiço dos laptops no contêiner, no dia 31. Depois de uma inspeção somente visual por carregadores datransportadora Transmagno, segundo as fontes, a carga foilevada para Macaé primeiro na caixa, "que chegou sem lacre", eno contêiner, "que chegou com o lacre todo enrolado". Ao denunciar o roubo à Policia Civil de Macaé, umfuncionário da Halliburton, empresa dona do equipamento com osdados da Petrobras, relatou que todos os itens teriamdesaparecido de uma vez, de acordo com um documento ao qual aReuters teve acesso. O delegado da Polícia Civil Daniel Bandeira de Mello chegoua convocar o empregado da companhia norte-americana para depornesta tarde, mas foi levado a desistir depois de a PF resolvercentralizar as investigações, por determinação de Brasília. A Polícia Civil fluminense partiu da hipótese de roubocomum quando foi informada sobre o incidente pela Halliburton. Mais cedo, três funcionários da Petrobras vindos do Rio deJaneiro prestaram depoimento na sede da PF de Macaé nestaquinta-feira. Outros três funcionários da Halliburton devemprestar depoimento nesta tarde. Na quarta-feira, fontes da PF disseram que os equipamentosroubados podem conter informações relacionadas ao campo deJúpiter, na bacia de Santos, recém-descoberto pela Petrobras. A reserva pode ajudar o Brasil a conquistar aauto-suficiência em gás natural em alguns anos.

MAURÍCIO SAVARESE, REUTERS

21 de fevereiro de 2008 | 19h26

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