Investimento chinês no Brasil pode somar US$ 5 bi em 3 anos

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, afirmou hoje que sua expectativa é de que o investimento direto chinês no Brasil alcance US$ 5 bilhões nos próximos três anos. Furlan informou que há espaço para investimento nas áreas de mineração, energia, transportes e alimentos, assim como no setor de móveis e de equipamentos hospitalares. Ele fez estas projeções ao discursar na segunda reunião informal do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), cuja criação será formalizada durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Pequim e a Xangai, entre os dias 24 e 27 de maio. O ministro Furlan disse que há grandes possibilidades de elevação das exportações brasileiras nos setores de mineração, siderúrgicos, alimentos e de etanol para a China.Segundo o presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, que é co-presidente do CEBC, o conselho terá um papel importante na remoção de obstáculos existentes tanto no Brasil quanto na China aos investimentos e ao comércio. Ele informou que uma das tarefas do CEBC será realizar análises destas dificuldades levando em conta as intenções de investimentos recíprocos. O co-presidente Chinês, Miao Gengshu, presidente da China Minmetals Corporation, afirmou, por sua vez, que não considera haver "nenhum tipo de obstáculo ao investimento em nível governamental".

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