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Investimento da Klabin em 2009 cai à metade, empresa demite em MG

Mantendo o lema de proteção ao caixa e diante das incertezas do mercado, a Klabin deve investir neste ano cerca de metade dos 587 milhões de reais aplicados em 2008, quando concluiu projetos de expansão da capacidade produtiva.

ALBERTO ALERIGI JR., REUTERS

12 de março de 2009 | 17h41

Em teleconferência com jornalistas nesta quinta-feira, o diretor-geral da maior fabricante de papel para embalagens do Brasil, Reinoldo Poernbacher, informou que ficam suspensos investimentos de aumento de capacidade da produção de papel kraftliner da unidade de Correia Pinto (SC) e de Otacílio Costa (SC). O produto é usado na fabricação de papelão ondulado, aproveitado também em embalagens.

Em Correia Pinto, o investimento seria para aumento da capacidade de 130 mil para 190 mil toneladas por ano e em Otacílio Costa o incremento seria de 80 mil toneladas anuais.

Além das expansões de capacidade produtiva, a área florestal "provavelmente" não será ampliada este ano. Em 2008, a companhia plantou cerca de 20 mil hectares, dos quais 10 mil foram expansão e o restante para reposição de madeira.

"Tudo que não tiver retorno muito rápido, como um ano, vai ser postergado", afirmou Poernbacher.

A companhia fechou o quarto trimestre com prejuízo de 314 milhões de reais, afetada pela desvalorização do real ante o dólar, que acarretou perda financeira considerável.

Mas analistas consideraram o resultado operacional da companhia positivo e as ações da empresa subiram quase 4 por cento ante alta de 1 por cento do Ibovespa.

CORTE DE CUSTOS

Poernbacher acrescentou que a Klabin trabalha em um forte programa de corte de custos fixos e variáveis este ano, mas não citou metas. Entre as medidas adotadas pela empresa foi a suspensão por tempo indeterminado da unidade de produção de papel reciclado de Ponte Nova (MG), o que resultou na demissão dos 118 empregados nesta quinta-feira.

A Klabin emprega cerca de 7 mil funcionários diretos.

Novas demissões não foram descartadas pelo executivo, que acrescentou que a empresa opera com nível de utilização de 90 por cento de sua capacidade atual.

Com a redução de 50 mil toneladas anuais na produção de papel reciclado, por conta da suspensão da unidade, a Klabin está redirecionando os insumos dessa área para a produção de papel cartão, em que afirma ter mais competitividade.

Segundo o diretor-geral da Klabin, o setor de embalagens em que a empresa atua está mais vinculado ao segmento de alimentos e bebidas e este está sendo afetado de maneira mais branda pela crise internacional que outros segmentos, como de sacos industriais usados por fabricantes de cimento.

"Nossas vendas de caixas para embalagens no quarto trimestre foram 6 por cento abaixo do ano anterior, mas no primeiro bimestre deste ano estamos observando uma situação um pouco melhor que no quarto trimestre", disse Poernbacher.

A companhia encerrou 2008 com posição de caixa de 1,7 bilhão de reais, ante 2,13 bilhões de reais no terceiro trimestre, mas o diretor financeiro, Sergio Alfano, afirmou que a queda deveu-se mais a fatores sazonais e que "a idéia é que esse patamar de 1,7 bilhão não caia mais".

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