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Investimento da Petrobrás é o 3º maior do mundo no setor

Estatal brasileira investirá US$ 28 bi neste ano, montante somente inferior ao da PetroChina e da Shell, diz AIE

Daniela Milanese, da Agência Estado,

10 de novembro de 2009 | 10h32

Em um ambiente de retração dos investimentos no setor de petróleo, os planos da Petrobras aparecem como a terceira maior cifra do mundo. A estatal investirá US$ 28 bilhões neste ano, uma queda de 3,7% em relação a 2008, mas ainda assim um montante somente inferior ao da PetroChina (US$ 34,1 bilhões) e da Shell (US$ 31 bilhões). O levantamento é da Agência Internacional de Energia (AIE) e faz parte do relatório anual "Perspectiva para Energia Mundial", divulgado nesta terça-feira, 10.

 

Conforme a entidade, os projetos de água profunda têm sido menos afetados pela crise porque possuem escala maior e são operados por grandes empresas internacionais. Para a agência, é improvável que as companhias cancelem esses projetos mesmo que o preço do petróleo fique mais baixo por alguns meses, em razão da perspectiva de alta futura. Tanto que a Petrobras mantém os "ambiciosos planos para o pré-sal".

 

O relatório da AIE mostra que os investimentos das empresas de óleo e gás estão recuando significativamente em meio à crise. Os motivos são a queda do preço do petróleo, na comparação com meados de 2008, a perspectiva de retração da demanda e o aperto de crédito.

 

Pesquisa realizada com as 50 maiores companhias do setor mostra que os aportes recuarão 16% neste ano, passando de US$ 524 bilhões em 2008 para US$ 442 bilhões em 2009. O impacto mais relevante ocorre sobre as produtoras menores, geralmente mais endividadas e com reservas de caixa reduzidas. As cinco principais da área - ExxonMobil, Shell, BP, Chevron e Total - planejam corte médio de 7%.

 

Somente algumas companhias anunciaram aumento dos investimentos. É o caso da mexicana Pemex (+13%) e da chinesa CNOOC (+11,8%). Outras empresas mostram reduções expressivas, como Devon Energy (-52%), Canadian Natural Resources (-51,6%), Gazprom (-42,8%), Lukoil (-41,5%) e ConocoPhilips (-37,4%).

 

Os anúncios de adiamentos e cancelamentos se acumularam no último ano. Entre outubro de 2008 e setembro de 2009, 20 grandes projetos de exploração e produção, num valor total de US$ 170 bilhões e envolvendo cerca de 2 milhões de barris por dia, foram anulados ou postergados indefinidamente. Além disso, outros 29, correspondentes a 3,8 milhões de bpd, foram adiados por pelo menos 18 meses, conforme o relatório.

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