ED FERREIRA/ESTADAO
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Investimento depende de cenário mais claro

A aposta do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, no surgimento de novos grupos empresariais para disputar as concessões não é só fruto da torcida do governo. "Tem muitas construtoras médias e grupos estrangeiros olhando e esperando", afirmou o economista Gesner Oliveira, da GO Associados.

Lu Aiko Otta, André Borges, O Estado de S.Paulo

10 Fevereiro 2015 | 02h03

O que essas empresas esperam, explicou, é um cenário mais claro de longo prazo no Brasil. Está claro a elas que há demanda na infraestrutura. Mas, no momento, as incertezas são muitas. A própria GO calcula que, neste ano, a economia pode encolher até 3,5%, se forem considerados os efeitos de um eventual racionamento de água e energia.

Já o impacto de um corte de 50% nos investimentos da Petrobrás derrubaria o crescimento em mais um ponto, o que leva a uma retração total de 4,5%. É um quadro ainda mais difícil para a infraestrutura, por causa dos efeitos da operação Lava Jato na Petrobrás e nas grandes construtoras.

O governo tenta criar uma espécie de blindagem, tentando separar as pessoas que cometeram as irregularidades das empresas. Mas essa proteção não tem evitado as demissões e a paralisação de investimentos. E, pior, há o risco de bancos que financiaram os empreendimentos também serem afetados.

Há ansiedade no governo e no setor privado em virar logo a página dos escândalos, mas não há sinal sobre quando isso vai ocorrer. A instalação de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os desvios na Petrobrás e a denúncia do Ministério Público contra políticos supostamente envolvidos no esquema prometem alongar o caso.

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