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Investimento direto voltará a médio prazo, aponta Unctad

Recente pesquisa realizada pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) entre as principais agências de promoção de investimentos (API) de 106 países mostra que, no curto prazo, o fluxo de investimento estrangeiro direto (IED, sigla em inglês) continuará estancado. Mas, frisa a Unctad, "os investimentos diretos podem reativar-se a médio prazo".A pesquisa mostra também que os investimentos do tipo "totalmente novos" podem ganhar importância e transformar-se na principal modalidade de entrada de fluxos diretos de capital. "Embora as principais fontes de IED continuem sendo os Estados Unidos, Grã-Bretanha e Alemanha, é possível observar que países em desenvolvimento, como a China, Índia e Arábia Saudita, estão surgindo como importantes investidores, com forte presença em algumas nações em desenvolvimento", constata o estudo do organismo das Nações Unidas.A Unctad explica que a pesquisa foi feita entre os meses de fevereiro e março para poder avaliar o real impacto da situação econômica mundial nos fluxos de investimentos diretos, principalmente depois da forte queda verificada em 2001, quando o IED despencou para US$ 750 bilhões, 51% a menos do que no ano anterior, mostrando a maior queda dos últimos 30 anos.O documento mostra ainda que os investimentos alemães e franceses parecem estar ganhando terreno, principalmente nos países em desenvolvimento, na Europa Central e Oriental, enquanto que os investimentos britânicos e os dos países baixos vêm recuando em todas as regiões.Turismo, teles e agroA maioria das agências de promoção de investimentos consultadas pela Unctad considera que o turismo e as telecomunicações serão a principal fonte de IED em seus países entre 2003 e 2005. Para as agências de promoção, os investimentos em tecnologia de informação, serviços financeiros, serviços energéticos e máquinas e equipamentos, construção, metais e minerais podem diminuir. Mas as perspectivas mais favoráveis aparecem em setores como o da agricultura, pesca, material elétrico e eletrônico, produtos metálicos, têxteis e vestuário.A Unctad constatou também que a queda nas correntes mundiais de IED está provocando um aumento na competição entre os países para conseguir esses investimentos. Para enfrentar a crise, 56% dos 106 países consultados estão intensificando seus esforços para atraírem mais investimentos diretos. Mais da metade, por exemplo, vem dirigindo suas campanhas de promoção a objetivos mais concretos, mas apenas 21% e 24%, respectivamente, vêm recorrendo a incentivos adicionais e a um aumento da liberalização para potencializar a sua competitividade", conclui a pesquisa da Unctad.Preferência pelo novoA pesquisa constatou também que está ocorrendo uma mudança em quase todos os aspectos do IED. Cerca de 62% dos consultados estimam que, entre 2003 e 2005, as empresas transnacionais de seus países prefeririam como modalidade de entrada os projetos totalmente novos às fusões e aquisições. Para 56% dos pesquisados, essa prefer6encia já vinha sendo expressada no período de 2001 a 2002. "estima-se que essa mudança será mais pronunciada nas regiões em desenvolvimento, exceto na Ásia, e na Europa Central e Oriental", afirma a Unctad.

Agencia Estado,

30 de maio de 2003 | 10h41

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