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Investimento em 2007 deve superar ano das privatizações

País acumula US$ 32,1 bi e pode chegar a US$ 35 bi no final de 2007. Em 2000, o IED somou US$ 32,779 bi

Fernando Nakagawa e Fábio Graner, da Agência Estado, Agencia Estado

28 de novembro de 2007 | 11h56

O ingresso de US$ 3,188 bilhões em Investimento Estrangeiro Direto (IED) em outubro é o melhor resultado para os meses de outubro desde 1998, quando entraram no País US$ 3,6 bilhões. Com o resultado do mês passado, o País acumula US$ 32,1 bilhões em Investimento Estrangeiro Direto. Este valor também é o maior para o período de dez meses - de janeiro a outubro - desde o início da série histórica do BC, iniciada em 1947. A expectativa do governo é que este valor chegue a US$ 35 bilhões até o final do ano.  Veja também:Brasil volta a ter saldo negativo nas contas externas De acordo com o chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Altamir Lopes, os recordes reforçaram a previsão de que o IED em 2007 será o maior da história, superando até os anos de privatização de grandes estatais. Em 2000, o IED somou US$ 32,779 bilhões, recorde da série histórica até agora. Para este ano, a previsão do governo é de investimento em US$ 35 bilhões. Com o aumento do investimento de estrangeiros, a expectativa é de que o saldo das contas externas do país apresente uma redução ao longo dos próximos meses. Isso porque, um investimento maior resulta em remessa de lucros maiores. Além disso, o saldo da balança comercial pode ficar menor com o aumento das importações. O fato é que o balanço de pagamentos (transações correntes do Brasil com o exterior) é o registro contábil de todas as transações de um país com outros países do mundo. Ele é formado pela balança de transações correntes - balança comercial, balança de serviços (lucros e dividendos) e a balança de capitais. Entrada em ações Mas a perspectiva de queda dos saldos em conta corrente e a possibilidade de déficit nos próximos anos não preocupam Altamir Lopes. "Não é nada de outro mundo se você tiver condições de financiamento", disse. O chefe do Depec diz que o Brasil tem condições de suportar resultados negativos porque há ingresso de recursos em várias frentes, o que seria suficiente para anular eventuais conseqüências negativas. Ele lembrou a entrada de recursos para o mercado de ações, que no mês de outubro atingiu o valor recorde de US$ 4,366 bilhões. Segundo ele, o fluxo elevado foi determinado pela abertura de capital (IPO) da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Em outubro do ano passado, os investimentos estrangeiros em ações somaram US$ 2,245 bilhões. No acumulado de janeiro a outubro, as aplicações em ações somaram US$ 19,094 bilhões, também o melhor resultado da série e que reflete, além da melhora da percepção externa sobre a economia brasileira, o grande volume de IPOs realizados ao longo do ano. Em igual período do ano passado, os investimentos de estrangeiros em ações somaram US$ 6,991 bilhões.

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