Investimento em ação será fraco em 2001

A Sistel, segundo maior fundo de pensão do País, que reúne recursos para trabalhadores do segmento dos telefônicos, direciona 56% do patrimônio para renda fixa e 38% para renda variável. O restante é alocado em imóveis e empréstimos para participantes. "A composição da carteira é decidida de acordo com a necessidade de pagamento dos benefícios, o retorno previsto na aplicação escolhida e o risco que ela oferece", afirma Carlos Alberto Moreira, diretor de investimentos da Sistel.A meta atuarial do fundo de pensão da Sistel é a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais 6% ao ano. "Com o mercado acionário retraído e com baixo desempenho, reduzimos nossa participação em Bolsa. Em dezembro do ano passado, a porcentagem era de 40%. Para 2001, pretendemos manter a carteira atual ou reduzir ainda mais", explica Moreira.Mas existem alguns fundos de pensão mais agressivos na composição de suas carteiras. Exemplo disso é a Funcef - fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal. De acordo com Luiz Carlos Cazetta, diretor financeiro da fundação, do patrimônio total de R$ 8 bilhões do fundo, 31,3%, ou seja, R$ 2,5 bilhões, estão alocados em ações. No caso da renda fixa, 25% - R$ 2 bilhões - estão direcionados para esse segmento. O restante é alocado em imóveis e empréstimos para participantes."Os recursos da carteira são distribuídos de acordo com a idade das pessoas que receberão os benefícios. Nesse caso, quanto maior o número de trabalhadores que estão no período de recebimento dos benefícios, mais conservadora será a carteira. Além disso, estamos em fase de implementação de um projeto onde os próprios trabalhadores vão definir o perfil do investimento", explica.Para o próximo ano, Cazetta acredita que a parcela de renda variável deve chegar até 35% da composição da carteira. Com isso, haveria uma entrada de aproximadamente R$ 320 milhões no mercado de ações. No caso da Previ, o maior fundo de pensão do País, um aumento na alocação nessa proporção acarretaria em uma entrada de R$ 1,320 bilhão no mercado de ações. Se considerarmos todos os recursos dos fundos de pensão, o incremento no segmento de renda variável seria de aproximadamente R$ 5 bilhões. Procurados pela reportagem da Agência Estado, os representantes do fundo de pensão do Banco do Brasil não quiseram se manifestar sobre a distribuição dos investimentos e sua posição para o futuro.

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