Investimento em ações lidera aplicações em março

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) liderou, com folga, o ranking dos melhores investimentos em março, apesar da turbulência internacional que abalou o ânimo dos mercados no início do mês. A rentabilidade da Bolsa paulista atingiu 4,36% e elevou ainda mais o ganho de quem apostou no mercado acionário nos últimos anos. No período de 12 meses, a valorização atinge 21,25%, índice capaz de encher os olhos de qualquer investidor.O segundo lugar no ranking ficou com os fundos de renda fixa, que refletem a taxa de juros do País, hoje em 12,75% ao ano. No mês, a aplicação teve rendimento líquido de 0,87%, seguida de perto pelos CDBs com aplicação acima de R$ 100 mil, cujo ganho ficou em 0,83%. O ouro, que até o mês passado brilhava na liderança do ranking dos investimentos, amargou um prejuízo de 1,54% no mês. A explicação, segundo o administrador de investimentos Fábio Colombo, foi a desvalorização do dólar no mercado interno, de 2,83% em março (3,51% no ano). Apesar de o metal ter apresentado valorização no exterior, a queda da moeda americana abocanhou os ganhos que os investidores teriam, destaca ele.PerspectivasNa opinião de Colombo, a volatilidade vivida em março pode se repetir em abril. Novamente as atenções estarão voltadas para dados de crescimento e inflação nos Estados Unidos e também notícias vindas da Ásia e do Irã. ?As bolsas subiram muito nos últimos anos e estão em patamares elevados. Portanto, será normal que em momentos de alta volatilidade haja correção de preços à frente?, alerta o consultor.Para o sócio da Paraty Investimentos, Marco Franklin, a aposta continua sendo a bolsa de valores. A justificativa está na boa perspectiva de crescimento econômico do País e também mundial, o que deve melhorar os resultados das empresas tanto neste ano como no próximo. As sugestões de Franklin são os fundos de ações e também os multimercados, que misturam vários tipos de ativos. Ele não recomenda, no entanto, aplicações atreladas ao câmbio. ?Neste momento, é uma péssima alternativa de investimento, já que o Brasil tem atraído muito dólar, especialmente por causa das exportações.? Para Colombo, entre os mais conservadores, os fundos DI continuam a proporcionar um bom ganho.

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