Investimento em infraestrutura deve subir 25% em 2012

Segundo o presidente do BNDES, a recuperação da economia no 3° trimestre está sendo registrada pela maior demanda de financiamentos de empresas no banco 

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

21 de setembro de 2012 | 20h48

SÃO PAULO - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou que os investimentos em infraestrutura financiados pelo banco oficial devem subir 25% em 2012 ante o ano passado, excluindo a aplicação de recursos nos setores de óleo e gás. "Precisamos aumentar a escala dos investimentos em infraestrutura e logística", afirmou. "Vamos ter que agregar mais R$ 70 bilhões em investimentos por ano", apontou.

Segundo Coutinho, a recuperação da economia no terceiro trimestre já dá sinais evidentes e isso está sendo registrado pela maior demanda de financiamentos de empresas no próprio banco oficial que preside. "Os pedidos de consultas e enquadramentos no BNDES no terceiro trimestre subiram 25%", disse.

Câmbio

Coutinho afirmou ainda que o governo está atento a possíveis movimentações de ingressos de capital no Brasil motivadas por políticas de afrouxamento quantitativo adotadas recentemente por países avançados. "Precisamos preservar o câmbio num patamar mininamente competitivo às nossas empresas. Não é possível que a competitividade no Brasil seja afetada por processos deliberados surgidos em outros países", comentou.

Na avaliação de Coutinho, na verdade, ainda não é possível quantificar os impactos de políticas monetárias não convencioanis adotadas por países centrais, como Estados Unidos, Japão e Reino Unido. "Há a desaceleração da economia na China e, em função disso, os preços das commodities não estão se valorizando de forma expressiva. Portanto, ainda não é possível aquilatar esses impactos na nossa economia", disse.

Coutinho também ponderou que há "grande heterogeneidade" dos níveis de spread das operações financeiras no Brasil. Ele citou, como exemplo, o caso do cartão de crédito, em que ainda há taxas muito elevadas sendo cobradas de uma parecela expressiva de seus usuários. "Mas eu acredito que os spreads vão continuar caindo de forma gradualista e atingirão patamares mais adequados no Brasil", comentou após participar do 23º Congresso Nacional de Executivos de Finanças, que ocorre em São Paulo.

 

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