Investimento espanhol na América Latina despenca 60%

Os investimentos espanhóis na América Latina em 2001 despencaram 60% e somaram cerca de US$ 8 bilhões, ante pouco mais de US$ 20 bilhões no ano anterior, de acordo com dados preliminares da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad, em inglês). Os dados do organismo das Nações Unidas mostram ainda que os investimentos estrangeiros diretos (IED) na Argentina também despencaram 50% no ano passado, em comparação com os de 2000.De acordo com a Unctad, os recursos enviados em 2001 à Argentina somaram apenas 4,5 bilhões, ante os US$ 11,6 bilhões investidos em 2000. O IED na América Latina em 2001 somou US$ 80 bilhões, cerca de US$ 6 bilhões menos do que no ano anterior. O Brasil e, principalmente a Argentina, receberam menos fluxos de capital, enquanto que o México conseguiu atrair US$ 25 bilhões no período.A Espanha, que se transformou na década de 90 em um dos países que mais investiram na América Latina, ainda é o oitavo investidor além de suas fronteiras. Nos nove primeiros meses de 2001, o investimento espanhol somou US$ 16,8 bilhões. Em 2000, os espanhóis haviam investido no mundo US$ 36,6 bilhões, cifra que a colocara também no oitavo lugar naquele ano. Ainda segundo a Unctad, o primeiro investidor estrangeiro continua sendo os Estados Unidos, seguido da França. A Unctad informou também que os investimentos estrangeiros diretos no mundo caíram no ano passado 40%, somando US$ 760 bilhões, bem abaixo dos US$ 1,3 trilhão em 2000.Uma das principais razões para essa queda se deve, de acordo com a Unctad, à desaceleração do crescimento da economia mundial e à retração das operações de fusão e aquisição de empresas. As 6 mil operações realizadas em 2001 somaram US$ 600 bilhões, enquanto que em 2000 haviam alcançado US$ 1,1 trilhão, com 7,9 mil fusões e aquisições.A Unctad ressalta também que os atentados do dia 11 de setembro nos Estados Unidos "parecem ter tido pouco impacto" nos planos de investimentos estrangeiros diretos e que a China está se transformando em um dos países com maior potencial de atrair esse tipo de recursos, principalmente por causa de seu ingresso na Organização Mundial do Comércio (OMC).

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