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Investimento estrangeiro de US$ 3,9 bi em outubro é recorde

Resultado de US$ 34 bi acumulado no ano também já supera os valores cheios dos anos anteriores, segundo o BC

FERNANDO NAKAGAWA E FABIO GRANER, Agencia Estado

24 de novembro de 2008 | 11h20

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, informou nesta segunda-feira, 24, que o Investimento Estrangeiro Direto de US$ 3,913 bilhões no País em outubro representa um recorde para o mês desde o início da série histórica. Segundo ele, os US$ 34,747 bilhões de IED acumulado no ano já superam os resultados cheios de todos os anos anteriores. "A despeito da crise, o IED se mantém em nível elevado em novembro", afirmou Altamir, destacando que esse desempenho nessa ponta significa que os investidores que têm uma visão de longo prazo enxergam os bons fundamentos da economia brasileira." Ele acredita que os fluxos continuarão positivos por um bom tempo, mesmo porque os investimentos em curso não costumam ser interrompidos.  "Esperamos fluxo positivo por um bom tempo. Quiçá a crise não interfira nesse curso", disse. O chefe do Depec também destacou a acomodação nas remessas de lucros e dividendos e também em outros itens na conta de serviços, como viagens internacionais. Segundo Altamir, era de se esperar que em algum momento as remessas desacelerassem, já que "chega um ponto que não tem mais o que remeter".  Ele explicou que as remessas vinham em ritmo forte pela combinação de real apreciado, lucratividade alta das empresas e, mais recentemente, de cobrir perdas de suas matrizes no exterior. Mas esses fatores não perduram indefinidamente e, por isso, começa-se a perceber uma desaceleração nessa conta. "Essa conta começa a apresentar um ajuste forte", disse, destacando que, em novembro, as remessas somam até hoje US$ 1,23 bilhão. Segundo Altamir, a redução do ritmo das remessas foi acompanhada também, em função da alta do dólar, de um déficit menor na conta de serviços, com destaque para a conta de viagens internacionais, que teve redução de 15% do seu déficit.

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