Investimento estrangeiro direito mundial volta a crescer

Os fluxos de investimento direto estrangeiro no mundo cresceram 2,5% em 2004, acumulando US$ 648 bilhões contra US$ 633 bilhões no ano anterior. Foi o primeiro crescimento em três, após quedas consecutivas entre 2001 e 2003. A informação consta do "Relatório Mundial de Investimentos de 2005", divulgado nesta tarde pela Conferências da Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad, na sigla em inglês). Para 2005, a expectativa é de que o fluxo mantenha o crescimento. O diretor-técnico da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), André Carvalho, explicou que os países emergentes, como o Brasil, receberam a maior parte dos investimentos, enquanto os fluxos para os países desenvolvidos caíram. Em 2004, a Unctad diz que 41,4% (US$ 268,1 bi) do fluxo foram destinados a emergentes, contra 58,6% para desenvolvidos. No ano anterior, foram 30,1% (US$ 190,4 bilhões) para emergentes e 69,9% para desenvolvidos. Ou seja, um aumento de US$ 78 bi. "A tendência é a de que os países emergentes passem a receber tanto investimento direto estrangeiro como os países desenvolvidos. Isso mudará a dinâmica mundial", disse Carvalho. Nesse sentido, o diretor da Sobeet ponderou que os países estão se preparando para serem receptores de fluxos. Segundo o relatório da Unctad, o crescimento dos investimentos em países emergentes pode ser explicado pela queda do risco soberano nesses países. Outras razões são associadas a gestão das empresas transnacionais: busca de mercados com crescimento maior do que os dos países desenvolvidos; busca de economia de escala com plantas com menores custos e aumento de investimentos em commodities que estão com preços em alta no mercado internacional.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.