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Investimento estrangeiro direto bate recorde em 12 meses

De acordo com a Sobeet, resultado de agosto não será afetado pela crise nos mercados

Rodrigo Petry, da Agência Estado,

23 de agosto de 2007 | 13h43

O Investimento Estrangeiro Direto (IED) acumulado em 12 meses atingiu US$ 34,1 bilhões, o maior volume registrado pela série histórica do Banco Central, iniciada em 1947. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e de Globalização Econômica (Sobeet), Luis Afonso Lima, a superação acontece mesmo sem os ingressos dos recursos das operações de privatização. Veja também: Contas externas fecham julho com saldo negativo "O resultado já superou em US$ 1,5 bilhão o ingresso de 2000, mas desta vez com o mérito de não usar os recursos das privatizações, que somaram US$ 7,1 bilhões naquele ano." Em 2000, o IED foi de US$ 32,8 bilhões. "Estamos passando com folga", destaca. Lima diz acreditar que o mercado deve revisar para cima a projeção de IED para o ano de 2007 nas próximas pesquisas do Focus do Banco Central, que atualmente aponta US$ 26,7 bilhões. "Cabe comentar que a expansão do IDE nesta ano não era esperada pelo mercado. Ao final de 2006 a expectativa média de mercado para o ingresso investimento estrangeiro direto em 2007 era de US$ 16,2 bilhões." Segundo ele, os setores que mais contribuem para o ingresso de IED neste ano estão concentrados nos setores de química, alimentos e bebidas e comércio. Crise não deve afetar resultado de agosto A crise nos mercados financeiros não afetaram o ingresso de investimentos em agosto, conforme dados preliminares divulgados hoje pelo Banco Central. Para o presidente da Sobeet, a previsão do governo de ingresso IED de US$ 2 bilhões para este mês está em linha com a média registrada nos cinco primeiros meses de 2007. "O último dado disponível não está refletindo os efeitos da crise e a atual aversão ao risco. Os números de agosto retornaram à média dos cinco primeiros meses do ano, auge do otimismo e da menor aversão ao risco", afirma, ressaltando que o IED de junho, que foi de US$ 10,3 bilhões, não é um bom parâmetro, já que acabou puxando o resultado também de julho (US$ 3,584 bilhões). Segundo ele, apesar do aumento da oscilação dos preços dos ativos financeiros, que sinalizam uma maior aversão global ao risco, o IED caracteriza-se pelo horizonte de longo prazo. "A volatilidade de curto prazo não está afetando o ingresso de IED, já que a percepção de longo prazo dos investidores estrangeiros sobre as atuais condições de crescimento sustentável da economia brasileira segue positiva", afirma "A média de ingresso nos cinco primeiros meses foi de US$ 2 bilhões, número que deve ser atingido em agosto como o próprio governo prevê", salienta.

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