Investimento estrangeiro em maio é recorde para o mês

Segundo dados do Banco Central, fluxo direto de recursos para o País somou US$ 2,483 bilhões no período

Adriana Fernandes e Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

24 de junho de 2009 | 10h51

A entrada de investimento estrangeiro direto no País em maio somou US$ 2,483 bilhões, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira, 24, pelo Banco Central. O valor é o melhor para o mês desde o início da série histórica do BC, mas ficou ligeiramente abaixo da estimativa da autoridade monetária, dada em abril, de US$ 2,6 bilhões.

 

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O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, destacou que o ingresso de IED mostra que o Brasil tem sido olhado como uma economia diferenciada, e continuará recebendo investimentos. Em 12 meses, até maio, o fluxo de investimentos estrangeiros diretos subiu para US$ 42,308 bilhões, o equivalente a 3,08% do Produto Interno Bruto (PIB).

 

Do total de investimentos estrangeiros diretos que ingressaram no País, em maio, US$ 1,8 bilhão é referente à participação no capital de empresa (incluídas as conversões em investimentos) e US$ 651 milhões são desembolsos líquidos de empréstimos intercompanhia.

 

De janeiro a maio, o ingresso de investimentos estrangeiros soma US$ 11,234 bilhões, ou 2,55% do PIB. O valor é inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando ingressaram no País US$ 13,984 bilhões. Em maio do ano passado, o ingresso de investimentos estrangeiros diretos somou US$ 1,313 bilhão.

 

Além disso, o Brasil continua atraindo investimentos estrangeiros em portfólio, e em maio o volume retornou aos patamares observados antes do agravamento da crise financeira em setembro do ano passado. Os dados do BC mostram que o volume de recursos que ingressaram para a compra de ações listadas no País somou US$ 2,527 bilhões em maio, no melhor patamar desde abril de 2008, quando foram registrados US$ 5,856 bilhões.

 

Na renda fixa, foram registrados US$ 968 milhões para papéis negociados no Brasil. O valor é o melhor desde setembro do ano passado, quando foram observados US$ 1,182 bilhão. O dado preliminar de junho mostra que o valor do mês do agravamento da crise já foi ultrapassado. Até o dia 24, ingressaram US$ 1,341 bilhão para renda fixa.

 

Empréstimos

 

A taxa de rolagem dos empréstimos externos de médio e longo prazos ficou em 35% em maio. No acumulado do ano, o desempenho do índice é um pouco melhor, de 55%. Segundo o documento do BC, a renovação dos empréstimos em 2009 tem sido bastante pior que o registrado no ano passado. Em maio de 2008, a taxa havia ficado em 228% e no acumulado de janeiro a maio, em 212%.

 

A taxa observada em maio de 2009 foi determinada pela renovação de 49% das operações realizadas com emissão de papéis. No acumulado do ano, esses empréstimos tiveram renovação de 58%. Nos empréstimos diretos, o índice ficou em 22% em maio e em 48% no acumulado dos cinco primeiros meses do ano.

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