Investimento estrangeiro na China volta a subir após 11 meses

IDE chinês coincide com outros resultados econômicos alentadores para o restante da economia mundial

Efe,

15 de setembro de 2009 | 05h11

O investimento direto estrangeiro (IDE)cresceu na China 7%, em agosto, pela primeira vez nos últimos onze meses, informou nesta terça-feira, 15, o Ministério de Comércio.

 

Segundo o porta-voz da pasta, Yao Jian, em agosto o país asiático recebeu US$ 7,5 bilhões de IDE, coincidindo com resultados econômicos alentadores para o resto da economia mundial.

 

Em comparação, em julho o investimento registrou uma queda de 35,7%, e o dado de entre janeiro e agosto tem uma média de retrocesso de 17,5% até os US$ 55,9 bilhões. A queda foi mais suave que a média do período compreendido entre janeiro e julho, quando foi de 20,3%. O investimento estrangeiro foi básico, junto com as exportações, para o crescimento da terceira economia mundial nas últimas três décadas.

 

Segundo o porta-voz Jiang, o aumento de IDE em agosto foi uma consequência do aumento de investimento na indústria das manufaturas chinesas, a mais prejudicada pela crise, que registrou um aumento de 11,7% anualizado até US$4,3 bilhões.

 

No entanto, o setor que recebeu maior IDE foi o de infraestruturas, no qual o governo realizou uma grande investimento desde novembro como parte do pacote de resgate de quase meio trilhão de dólares para atenuar a crise. Graças a estas medidas, China experimentou um crescimento do PIB de 7,9% anualizado no segundo trimestre do ano, após um arrefecimento de 6,1% no primeiro. O alvo de crescimento que se marcou Pequim para este ano é de 8%.

 

No entanto, o declive investidor continuou em outros setores como o dos serviços ou a propriedade que, no entanto, está registrando uma bolha de preços de até 30% no caso de cidades como Pequim.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.