Investimento estrangeiro no País bate recorde em 2007

Entrada de recursos no País soma US$ 34,616 bi no ano, quase o dobro de 2006; superávit externo cai

Reuters,

28 de janeiro de 2008 | 11h14

O Brasil registrou em 2007 queda no superávit em transações correntes pelo segundo ano consecutivo, em termos nominais, mas o investimento estrangeiro direto foi recorde.   Veja também: Gasto de turistas estrangeiros no País é o maior da história Mesmo com crise externa, País continua recebendo dólares     Segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira, 28, o superávit em conta corrente foi de US$ 3,555 bilhões, ou 0,27% do Produto Interno Bruto (PIB), frente a US$ 13,621 bilhões no ano anterior.   Os investimentos estrangeiros diretos alcançaram a cifra recorde de US$ 34,616 bilhões no ano passado, ante US$ 18,782 bilhões em 2006. O valor é o maior já registrado em um ano pela série histórica do Banco Central, iniciada em 1947.   Para janeiro, o BC prevê déficit de US$ 2,8 bilhões em transações correntes e investimento estrangeiro direto de US$ 4,5 bilhões, o que também seria um recorde para o mês.   Somente em dezembro, o País teve déficit em transações correntes de US$ 699 milhões - resultado melhor que o esperado. "Forte fluxo decorrente de juros recebidos do exterior explica a surpresa positiva", afirmou em relatório o estrategista-chefe do BNP Paribas no Brasil, Alexandre Lintz.   Os investimentos estrangeiros diretos no País foram de US$ 886 milhões no último mês de 2007, bem abaixo dos US$ 2,487 bilhões vistos em igual período de 2006. "O relatório de dezembro confirma que o Brasil está vivendo em um ambiente negativo para conta corrente", acrescentou Lintz.   A dívida externa total do Brasil fechou o mês em US$ 197,697 bilhões, de acordo com estimativa do BC. O último dado fechado é de setembro, quando a dívida estava em US$ 195,331 bilhões.   O temor de uma recessão nos Estados Unidos tornou os investidores internacionais mais ariscos. Em 2008, até esta segunda-feira, o Brasil registrou saída líquida de US$ 1,8 bilhão em recursos aplicados em ações e renda fixa, segundo o BC.   Para o ano inteiro, no entanto, o Banco Central projeta superávit de US$ 26 bilhões nesses ativos.

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