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Investimento estrangeiro no País sobe 84% em 2007, diz BNDES

O fluxo total de recursos no ano passado foi de US$ 35 bilhões, aproximadamente 2% do total mundial

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

07 de fevereiro de 2008 | 14h06

O Brasil registrou um aumento de 84,3% no Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2007 ante 2006, segundo a última Sinopse Internacional do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgada nesta quinta-feira, 7, com base em estimativas preliminares da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). O fluxo total de recursos que entraram no País no ano passado foi de US$ 35 bilhões, o que representa 2% do total do IED mundial. A participação brasileira no IED no ano passado foi menor do que a China (4%) e Hong Kong (4%) e similar à de Cingapura e México.  No geral, os países em desenvolvimento registraram um aumento de 15,7% no IED em 2007 em relação ao ano anterior, segundo a Sinopse do BNDES. No caso dos países desenvolvidos, o aumento no período foi de 16,8%. De acordo com o estudo, o montante de IED no mundo atingiu US$ 1,5 trilhão em 2007, superando o recorde anterior, de US$ 1,4 trilhão apurados em 2000. Do total do IED em 2007, os países em desenvolvimento receberam 29% e os países desenvolvidos ficaram com 65%. As chamadas "economias em transição" ficaram com 6%. Fusões e aquisições Ainda de acordo com a Sinopse, "seguindo a tendência dos últimos anos", a maior parte do IED no mundo em 2006 (segundo dados definitivos já divulgados pela UNCTAD), ou 67% do total, destinaram-se aos processos de fusões e aquisições de empresas. A principal operação mundial em 2006 foi a compra da Arcelor pela Mittal Steel, que atingiu o montante de US$ 32 bilhões. A compra da Inco pela Vale foi a quinta maior operação mundial, totalizando US$ 17 bilhões. No que diz respeito exclusivamente aos países em desenvolvimento, essa foi a principal operação realizada em 2006. Economia Os técnicos do BNDES prevêem na Sinopse que a economia mundial deverá registrar em 2008 mais um ano de crescimento. A expectativa é de que as "medidas expansionistas" adotadas pelo Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) "consigam estimular um aumento consistente da demanda e, assim, reverter o atual clima de pessimismo da economia internacional". A avaliação é que, mesmo com a desaceleração do crescimento dos Estados Unidos, o "expressivo" crescimento mundial este ano (4,1%, segundo projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI) citada na Sinopse) deverá ser liderado pelo crescimento dos países em desenvolvimento, com destaque para China e Índia. O estudo do banco prevê também a continuidade na trajetória de alta dos preços das matérias-primas (commodities), refletindo a demanda aquecida na China e Índia.  Petróleo As reservas estimadas no campo de Tupi, na Bacia de Santos, poderão levar a um aumento de 50% nas reservas atuais brasileiras de petróleo, "proporcionando um salto" do País no ranking de detentores do produto, ultrapassando os Estados Unidos e o Canadá, hoje, respectivamente, ocupando o 11º lugar e o 12º lugar. A avaliação dos técnicos do BNDES também na Sinopse Internacional relativa a janeiro. Em 2007, o Brasil ocupava o 17º lugar no ranking mundial de reservas provadas de petróleo, com 12,2 bilhões de barris, de acordo com estimativas da British Petroleum (BP) citadas na Sinopse. Para os técnicos do BNDES, os preços do petróleo deverão iniciar uma trajetória de declínio em 2008. "A perspectiva é de que as cotações iniciem um movimento de queda que reflita a desaceleração da economia dos EUA combinada com a manutenção do nível atual de oferta de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP)", avalia o estudo. No início do mês, o cartel, que extrai quatro de cada dez barris de petróleo consumidos globalmente, anunciou a manutenção do nível atual de produção de 29,67 milhões de barris diários. A Sinopse destaca que as reservas totais de petróleo no mundo somam 1,2 trilhão de barris, situadas em sua maior parte no Oriente Médio. Os técnicos da instituição citam as estatísticas da BP, segundo as quais, se mantido o ritmo atual de extração, as reservas mundiais atuais seriam suficientes para 40 anos de consumo.

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