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Investimento estrangeiro quintuplica e é o maior para janeiro em 3 anos

IED somou US$ 2,9 bi no mês passado; em 12 meses até janeiro, o fluxo de IED soma US$ 50,8 bi, o maior desde 1947

Adriana Fernandes e Fabio Graner, da Agência Estado,

23 de fevereiro de 2011 | 11h01

O ingresso de investimento direto de estrangeiro no Brasil alcançou em janeiro US$ 2,956 bilhões. O resultado é quase 5 vezes maior do que o verificado em janeiro do ano passado, quando o fluxo de IED foi de US$ 600 milhões. O chefe adjunto do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel, destacou que o ingresso de IED em janeiro é o melhor para o mês desde 2008, quando ingressaram no Brasil US$ 2,422 bilhões.

Em 12 meses, até janeiro, o fluxo de IED para a economia brasileira soma US$ 50,817 bilhões, o equivalente a 2,43% do PIB, o maior da série do Banco Central iniciada em 1947.

O mês de fevereiro tem sido de forte ingressos de IED no Brasil. O BC informou que a entrada de IED em fevereiro até o dia 23 já soma US$ 6,7 bilhões e a previsão é de que a quantia alcance US$ 7 bilhões até o final do mês.

Maciel disse que, se for confirmada a projeção de ingressos de US$ 7 bilhões em Investimento Estrangeiro Direto (IED) em fevereiro, o resultado será o maior para este mês na série histórica, iniciada em 1947.

Com o resultado deste mês, o fluxo de investimentos externos para o setor produtivo nos dois primeiros meses do ano chega próximo a US$ 10 bilhões. Para o ano, o BC prevê um IED total de US$ 45 bilhões.

Maciel afirmou que os resultados dos dois primeiros meses do ano prenunciam um bom desempenho para 2011, mas salientou que os fluxos mensais de IED são "voláteis". O técnico do BC destacou que o desempenho econômico do País e a expectativa de realização de grandes eventos esportivos (Copa do Mundo e Olimpíadas), além da exploração do petróleo na camada pré-sal, favorecem a entrada de IED no País.

Movimento positivo

Para Maciel, o IED vem apresentando um movimento muito positivo, embora ele tenha destacado que os recursos não serão suficientes para cobrir todo o déficit em transações correntes previsto para 2011. Enquanto o BC espera déficit em conta corrente de US$ 64 bilhões, a projeção para IED é de US$ 45 bilhões. Maciel também previu o déficit em conta corrente no mês de fevereiro, que deve fechar em US$ 3 bilhões. Ele aponta o número menor de dias úteis do mês e também a sazonalidade da balança comercial para justificar a melhora.

Ele destacou que o ingresso de IED em janeiro, de US$ 2,956 bilhões, ficou acima das expectativas do BC, que esperava um fluxo em torno de US$ 2 bilhões. Ele atribuiu o aumento do déficit em transações correntes ao crescimento da economia, que "tem levado a um aumento da demanda de bens e serviços tanto das pessoas físicas quanto do setor produtivo.

Ações

O investimento estrangeiro em ações teve resultado positivo em janeiro, de US$ 676 milhões. O saldo em janeiro do ano passado foi positivo em US$ 1,261 bilhão. Os investimentos em ações negociadas no País foi positivo em US$ 732 milhões. Já as aplicações em ADRs tiveram saldo negativo de US$ 56 milhões.

Segundo o BC, os investimentos em títulos de renda fixa tiveram saldo positivo de US$ 2,7 bilhões, ante US$ 2,428 bilhões em janeiro de 2010. Os investimentos em títulos negociados no País ficaram negativos em US$ 470 milhões, enquanto as aplicações em papéis no exterior mostraram saldo positivo de US$ 3,169 bilhões.

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