Investimento externo na América Latina cai pelo quarto ano

Os investimentos estrangeiros diretos (IED) na América Latina e Caribe em 2003 caíram pelo quarto ano consecutivo, depois de alcançar um máximo em 1999, de acordo com relatório divulgado hoje pela Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal), em Santiago do Chile. No ano passado, os investimentos diretos na região somaram US$ 36,5 bilhões, cifra 19% abaixo da registrada em 2002.De acordo com o organismo das Nações Unidas, a entrada anual de IED na região praticamente quadruplicou entre 1990 e 1999, período no qual aumentou de US$ 15,8 bilhões para US$ 61 bilhões. Desde então, os investimentos estrangeiros diretos recuaram 40%. O resultado fez a região ter o pior desempenho no âmbito mundial. O Brasil é o país que mais sentiu a retração, com o investimento caindo de US$ 16,6 bilhões para US$ 10,14 bilhões.Ao contrário do IED, as exportações dos países latino-americanos no ano passado aumentaram 8,3%, em relação a 2002. O resultado do primeiro trimestre deste ano é ainda melhor, com um incremento de 17%, em comparação com o mesmo período de 2003. O aumento das vendas externas se deve à recuperação dos preços e aos maiores volumes de vendas de produtos básicos, como soja, café, algodão, açúcar, cobre e petróleo, entre outros. Já os preços de produtos manufaturados cresceram em ritmo menor. A Cepal afirma ainda que, pela primeira vez em 13 anos, os países da América Latina e o Caribe acumularam superávit comercial de bens e serviços de US$ 25,5 bilhões, o que permitiu registrar um superávit de US$ 2,8 bilhões em conta corrente. Para a Cepal, o dinamismo do comércio se sustentou com a elevada demanda dos Estados Unidos, Europa e Ásia, principalmente a China.

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