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Investimento externo no Brasil deve crescer 84% em 2007

Projeção de relatório da Unctad mostra elevação no IED brasileiro de US$ 18,5 bilhões para US$ 34 bilhões

Paula Puliti, Agencia Estado

12 de outubro de 2007 | 10h54

O Investimento Externo Direto (IED) no Brasil em 2007 deve crescer 84% em relação a 2006, passando de US$ 18,5 bilhões para US$ 34 bilhões, segundo projeção da Sobeet (Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica) divulgada nesta sexta-feira, 12. A informação deve estar no World Investment Report (WIR) 2007, relatório da Conferência da Organização das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad) que será divulgado na próxima terça-feira, 16. A Sobeet será responsável pela divulgação dos dados no Brasil.  Ainda de acordo com a projeção, divulgada pelo presidente da entidade, Luis Afonso Lima, o levantamento deve mostrar também um crescimento de US$ 1,2 trilhão em 2006 para US$ 1,4 trilhão em 2007. Sobre o crescimento de 84% no IED brasileiro, Lima disse que será um volume recorde. O mais interessante, segundo ele, é que a alta acontece sem que nenhuma privatização tenha sido feita no País.  Além disso, há ainda outra peculiaridade no investimento direto que tem chegado ao Brasil: ao contrário do mundo, onde os serviços lideram o IED, aqui é a indústria que mais atrai o capital direto externo, puxado por fusões, aquisições e aumento de produção nos setores químico, metalúrgico e automobilístico.  "Agora, com a economia dos Estados Unidos desacelerando, a média do crescimento mundial tende a arrefecer, e como o Brasil pode superar essa média, o investidor vê o Brasil como uma oportunidade maior do que em seu país de origem", afirmou o economista.  Para 2008, o IED, segundo a Sobeet, deve ficar entre US$ 34 bilhões e US$ 41 bilhões, provavelmente compensando em parte a queda prevista de US$ 10 bilhões no saldo da balança comercial. Concretizadas essas projeções, o câmbio deve se manter no patamar entre R$ 1,80 e R$ 1,90.

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