Investimento ideal é de cerca de 25% do PIB, diz economista

Para professor da Universidade de Princeton, formação de capital ideal no País está bem acima da atual

Célia Froufe, da Agência Estado,

10 de junho de 2008 | 16h01

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) brasileira ainda está muito longe de seu nível ideal, na avaliação do professor de economia da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, José Alexandre Scheinkman. "Ninguém sabe qual é o (patamar) ideal, mas as pessoas pensam em número mais próximo de 25% (do Produto Interno Bruto - PIB) do que é hoje. Com certeza bem mais perto de 25% do que de 20% (do PIB)", avaliou à Agência Estado. Veja também: Investimento é recorde e economia cresce 5,8% no 1º trimestreMercado vê PIB em leve desaceleraçãoA medida do crescimento do País  De acordo com os dados divulgados nesta manhã, a FBCF apresentou crescimento de 15,2% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, e de 1,3% na comparação com o quarto trimestre de 2007. Agora, a Formação Bruta corresponde a 18,3% do PIB brasileiro. Scheinkman evitou fazer avaliações sobre os números do PIB, alegando que apenas teve conhecimento do resultado de expansão de 5,8% nos primeiros três meses do ano em relação ao mesmo trimestre do ano passado. "Não vi os números abertos ainda e não adianta falar sem ver as componentes. Evidentemente, 5,8% não é mal, é uma taxa de crescimento muito boa", analisou.  Ele reafirmou, no entanto, que a preocupação com o Brasil no longo prazo é saber se haverá continuidade da expansão do nível de investimentos necessários para sustentar o crescimento do País. Ele também defendeu que o governo gaste menos do que vem gastando ultimamente e avaliou que a sinalização de uma meta de superávit fiscal maior é algo positivo para o Brasil.

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