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Investimento na América Latina deve cair até 40%, diz Moody's

No topo da lista de quem tem chances de sair com menos danos da crise, segundo agência, está o Chile

Luciana Xavier, da Agência Estado,

20 de fevereiro de 2009 | 15h13

Os investimentos estrangeiros diretos (IED) na América Latina deverão cair de 30% a 40% este ano, na estimativa do vice-presidente sênior para América Latina ad Moody's, Mauro Leos. Segundo ele, 2009 será um ano de "estagnação" na região. "Todos passarão por tempos difíceis, mas aqueles que fizeram a lição de casa antes da crise podem se sair melhor no final", disse ao AE Broadcast Ao Vivo.  Veja também: Empresas estrangeiras remetem menos lucros e reduzem investimento no BrasilAs medidas do empregoDe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise No topo da lista de quem tem chances de sair com menos danos deste turbilhão global, segundo Leos, está o Chile. Brasil, Peru e Colômbia, que estão a um degrau do grau de investimento, enfrentarão dificuldades, mas sem complicações maiores no sistema financeiro.  Embora não seja possível prever quais os países se sairão melhor, Leos disse que o Brasil parece estar entre os que estão em "melhor forma" em comparação a outras economias latino americanas.  "É prematuro fazer projeções. Só teremos elementos suficientes para tanto a partir do meio do ano, quando já teremos atingido o pior. Mas diria que de um modo geral os países da região estão bem posicionados", explicou. A exceção estaria em países como Argentina, Venezuela e Equador. "Mas esses já estão com rating baixo", observou. Leos reforçou que 2009 será um ano difícil para o mundo como um todo e que 2010 tende a ser um pouco melhor, mas ainda com crescimento global abaixo do potencial. "Levará muito tempo para que haja uma recuperação real".

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