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Investimento no Brasil dependerá do crescimento, diz GM

O presidente da General Motors do Brasil e Mercosul, Ray Young, deverá apresentar ao board da montadora nos Estados Unidos, no primeiro semestre de 2007, um projeto de R$ 1 bilhão para o lançamento de novos produtos no Brasil entre 2009 e 2010. Segundo afirmou nesta segunda-feira o executivo, a aprovação depende, no entanto, do desempenho do mercado brasileiro. "Precisamos ter confiança de que o mercado na região vai continuar crescendo", afirmou ele, em entrevista coletiva no Salão do Automóvel, em São Paulo.Conforme o presidente da GM, a aprovação do projeto depende de um crescimento anual em torno de 5% do Produto Interno Bruto (PIB). O executivo disse que o governo - numa reeleição de Lula ou numa eleição de Alckmin - "precisa trabalhar com uma agenda de crescimento, que proporcione um ambiente de competitividade às empresas instaladas no País". Segundo Young, China e México hoje são mais competitivos que o Brasil. "Por isso preciso convencer a matriz que vale a pena investir aqui e não no México ou na Ásia", afirmou ele."Precisamos reduzir o custo de produção no Brasil para manter a competitividade em relação a outros países onde a GM produz", complementou. Entre os itens que considera essenciais para elevar a competitividade do País está a redução dos impostos, da taxa de juros básica da economia, além de investimentos em infra-estrutura e logística. Segundo ele, "tanto Lula quanto Alckmin sabem o que precisa ser feito", mas destacou "que o cumprimento de uma agenda depende da vontade do futuro presidente".O executivo destaca que o custo de produção da empresa em São Paulo atualmente é de US$ 1,3 mil por veículo, excluindo materiais. Segundo ele, em Minas Gerais e na Bahia, onde estão instaladas a Fiat e a Ford, esse valor cai pela metade. O presidente da GM admitiu que a produção em Gravataí é mais barata, mas destacou que a empresa possui apenas uma unidade fabril na cidade. Atualmente as fábricas de São Caetano e São José dos Campos respondem por 60% da produção da empresa.De acordo com Young, uma das prioridades da montadora para esse ano é a redução de custos fixos e com material. A empresa também programa uma redução das exportações, que segundo ele não são rentáveis por conta do câmbio. A previsão da empresa é de que as vendas externas somem 160 mil unidades neste ano, ante 210 mil veículos exportados no ano passado. Para 2007, a montadora programa uma redução de 10% nas vendas externas.Para o mercado interno, no entanto, a expectativa é positiva. O presidente da GM trabalha com uma previsão de crescimento de 10% em relação ao ano passado, para 400 mil unidades. Para atender esse mercado, a empresa trabalha no desenvolvimento de novos produtos, que deverão chegar ao mercado entre 2007 e 2008. O executivo preferiu não falar em quantidade, mas garantiu que o número de novos modelos programados para serem lançados no País chega a dois dígitos. Metade deles será de versões atualizadas ou estilizadas.O executivo apresentou à imprensa o carro conceito Prisma Y, uma versão utilitária do recém-lançado sedã compacto de mesmo nome. "Vamos estudar a aceitação do público brasileiro para decidir se podemos lançar o produto no Brasil", informou. O novo modelo poderá ser produzido em Gravataí, já que utilizará a mesma plataforma do Prisma. TecnologiaYoung anunciou nesta terça que a montadora programa para 2007 um pacote de investimentos de US$ 100 milhões para ampliar seu centro de tecnologia no País. Os recursos serão alocados tanto para o departamento de desenvolvimento de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, quanto para o campo de provas em Indaiatuba, no interior de São Paulo. "Queremos fortalecer o papel do Brasil no desenvolvimento de novos produtos", afirmou o executivo.O programa inclui a contratação de 540 novos engenheiros e 140 profissionais de criação e design até 2008. Atualmente, a montadora conta com uma equipe de 660 engenheiros e 160 profissionais de criação. Segundo Young, a GM investe anualmente em torno de R$ 500 milhões no Brasil.

Agencia Estado,

17 de outubro de 2006 | 15h03

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