Investimento no País em janeiro é maior para mês desde 2000

O total de investimentos estrangeiros diretos (IED) no País em janeiro foi de US$ 2,412 bilhões, segundo divulgou nesta sexta-feira, 23, o Banco Central (BC). O resultado é o melhor para meses de janeiro desde 2000, quando o ingresso somou US$ 3,029 bilhões.Em janeiro de 2006, houve entrada de US$ 1,474 bilhão.O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, projetou para fevereiro o ingresso de US$ 1,450 bilhão de investimentos estrangeiros no País. Em fevereiro, esses investimentos somam, até esta sexta, US$ 1,3 bilhão. No acumulado de 12 meses (fevereiro de 2006 a janeiro de 2007), os investimentos externos diretos no País somam US$ 19,72 bilhões, o equivalente a 2,05% do Produto Interno Bruto (PIB). Este é o melhor resultado desde julho de 2005, quando foi fortemente influenciado pela operação de venda da Ambev para a Interbrew. Lopes admitiu a possibilidade de revisão, para cima, da projeção de IED para 2007. O BC fez a projeção de US$ 18 bilhões para este ano. "A nossa projeção pode ser revisada, mais à frente", disse Lopes, destacando que o Brasil tem sido "um ponto importante de atração" para investimentos. Ele disse que as condições macroeconômicas do País e a redução do risco Brasil têm contribuído para aumentar a segurança dos investidores e, com isso, o interesse em aplicar no País. Segundo o chefe do Depec, não só os setores tradicionais, como a indústria, têm atraído investimentos, mas também outros segmentos, como o da agroindústria, serviços e, principalmente, as atividades imobiliárias. Conta correnteO balanço das contas externas brasileiras apresentou em janeiro um superávit US$ 325 milhões, na conta de transações correntes. O resultado é superior ao observado em janeiro de 2006, quando a conta de transações correntes registrou um déficit de US$ 308 milhões.O baixo resultado já era previsto pelo governo, que esperava que o balanço ficasse perto do zero no primeiro mês de 2007. Para fevereiro, a projeção é de que um superávit de US$ 850 milhões na conta de transações correntes.No acumulado de 12 meses até janeiro, o superávit em transações correntes soma US$ 14,161 bilhões, o equivalente a 1,47% do PIB.A conta capital e financeira do balanço de pagamentos apresentou, em janeiro, uma entrada líquida de US$ 5,3 bilhões. Essa conta, somada às transações em conta corrente, resulta no balanço pagamentos do mês, o registro contábil de todas as transações de um país com outros países do mundo. O balanço de pagamentos do Brasil com o Exterior apresentou, em janeiro, um superávit de US$ 5,577 bilhões. O resultado é maior do que o registrado em janeiro de 2006, quando o superávit do balanço de pagamentos foi de US$ 2,691 bilhões. Se este balanço é superavitário, isso significa que o país recebeu mais do que pagou durante o primeiro mês de 2007.Compra de dólaresO BC comprou em janeiro US$ 4,832 bilhões em leilões de câmbio no mercado à vista. Em dezembro, as compras do BC haviam sido de cerca de US$ 2,4 bilhões. Durante o ano de 2006, o total comprado pelo BC no mercado foi de US$ 34,336 bilhões.O BC também informou que, em janeiro, o Tesouro efetivou o pagamento de compromisso da dívida externa de US$ 1,491 bilhão com dólares comprados em mercado. Para o restante do ano, o Tesouro ainda precisa pagar mais US$ 7,123 bilhões de compromissos da dívida externa com dólares adquiridos em mercado.O BC também elevou a projeção de reservas internacionais para o final deste ano de US$ 90,274 bilhões para US$ 95,821 bilhões. Essa projeção não leva em conta as compras de dólares feitas pelo BC ao longo de fevereiro. As reservas neste mês, no entanto, já ultrapassaram a marca de US$ 97 bilhões.RemessasAs remessas líquidas, lucros e dividendos do Brasil ao exterior somaram em janeiro US$ 621 milhões, segundo informações do Banco Central. O volume é bastante inferior ao registrado no ano passado, quando as remessas de lucros e dividendos somaram US$ 1,540 bilhão. Segundo dados do BC, as despesas com remessas de lucros e dividendos somaram, em janeiro, US$ 931 milhões, enquanto que as receitas atingiram UD$ 310 milhões. Em janeiro do ano passado as despesas com as remessas atingiram US$ 1,562 bilhão para US$ 22 milhões de receita. As despesas líquidas com os juros somaram em janeiro US$ 1,314 bilhão, anti US$ 1,511 bilhão, em janeiro de 2006.

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