Investimento no setor elétrico volta apenas com regra clara

O presidente da Associação de Produtores Independentes de Energia (Apine), Eric Westberg, disse hoje que o investidor só vai voltar a aplicar seu dinheiro no Brasil quando as medidas, apresentadas pelo Ministério de Minas e Energia ontem como sendo a base do novo modelo de energia elétrica do País, forem efetivamente aprovadas pelo Congresso Nacional. "Acredito que só então haverão novas licitações para a ampliação da geração e já saberemos que as regras são confiáveis para que os investimentos possam ser retomados", comentou. Ele lembrou que, de acordo com recente relatório apresentado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), pelo menos 40% dos projetos de investimentos entre os produtores independentes de energia estão "comprometidos". Detalhamento De modo geral, Westberg avalia como sendo "bem elaborado" o programa anunciado ontem. Ele acredita, entretanto, que falta ainda um maior detalhamento. "Percebemos o envolvimento da atual equipe e sua vontade de colocar tudo em prática. Não é tarefa fácil. Foi dado um importante passo, mas ainda faltam muitos e precisam ser dados mais rapidamente", avaliou. Para ele, a figura do administrador de contratos é a melhor notícia do novo modelo. "O principal benefício, quando ele for colocado em prática, será a eliminação da cascata de impostos". O executivo acredita ainda que falta ao setor uma melhor definição sobre o papel das estatais em contraposição às empresas privadas. "É preciso deixar muito claro o princípio isonômico que deve norteá-las", afirmou.

Agencia Estado,

22 Julho 2003 | 14h57

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