Fábrio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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coluna

Fernanda Camargo: O insustentável custo de investir desconhecendo fatores ambientais

'Investimento privado demora um pouco, mas temos pacotes de obras públicas', diz Freitas

Em videoconferência, ministro da Infraestrutura disse ser importante mostrar ao investidor que mesmo com obras públicas, País está comprometido com a questão fiscal

Amanda Pupo/BRASÍLIA e Talita Nascimento/SÃO PAULO, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2020 | 21h08

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, disse nesta segunda-feira, 22, que apesar de ter como protagonista o capital privado, o governo trabalha com plano de obras públicas. "O investimento privado demora um pouco", comentou. Ainda assim, ele reiterou que nenhum pilar fiscal será destruído com a execução do plano de recuperação econômica Pró-Brasil.

Em videoconferência promovida pelo Bradesco, com o empresário Abilio Diniz, Freitas disse que o plano tem como principal gerador de recursos o investimento privado, além do foco na aprovação de projetos legislativos que tornam o ambiente de investimentos mais seguro no Brasil.

Nesse sentido, o ministro destaca o novo marco legal do saneamento, que deve ser aprovado já na próxima quarta-feira, 24, e o PL que cria uma nova família de debênture para infraestrutura.

"Precisamos mostrar que estamos comprometidos com a questão fiscal, não vamos destruir pilares fiscais", disse o ministro sobre o plano. Na ocasião, Freitas citou ainda que pode usar recursos provenientes de acordos de leniência com empresas na operação Lava Jato para finalizar obras inacabadas.

Concessões

O ministro também voltou a dizer que os investidores mantêm o interesse na carteira de concessões, mesmo no contexto da pandemia. Freitas avaliou que os projetos são muito atrativos, dando como exemplos a concessão da nova Dutra e a desestatização do Porto de Santos.

Nesse cenário, Freitas disse que o encaminhamento da privatização da Eletrobrás será uma grande demonstração de que a "linha liberal" do governo está "muito viva". Em sua avaliação, aprovada a lei que permite a capitalização, o processo de estruturação é "relativamente simples".

"Temos excelentes ativos", disse. Segundo o ministro, o momento agora é de calibrar as taxas de retorno para absorver a percepção de risco do investidor. "Eventualmente vamos subir um tom", disse.

Meio ambiente

Outra área promissora, disse o ministro, diz respeito ao licenciamento ambiental. Para Freitas, nunca houve uma equipe do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tão "racional e técnica" quanto a atual. "Eles enxergam o licenciamento como um instrumento de mitigação de risco ambiental", avaliou o ministro.

Nesse cenário, o ministro disse que o País precisa comunicar melhor suas ações ambientais. “Cabe a nós mostrar a realidade, somos uma potência ambiental”, diz. A fala veio depois de um comentário de Diniz sobre os investidores “reclamarem da questão da Amazônia”. “Temos 60% de mata nativa e a segunda maior reserva florestal”, disse o ministro.

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