Investimento privado em pesquisa está em 0,5% do PIB

O esforço de inovação das empresas brasileiras ainda é pequeno, quando comparado ao investimento feito em outros países "No mundo, em países desenvolvidos, as empresas investem por volta de 2% a 2,5% do PIB em pesquisa e desenvolvimento. No Brasil, os empresários investem o correspondente a 0,5%", afirmou a diretora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Fernanda de Negri. "Se somarmos o montante investido pelo governo, chegamos a algo em torno de 1% do PIB. Ainda há um longo caminho para percorrermos."

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2014 | 04h02

Gerson de Mello Almada, diretor da Airship, empresa do ramo aeronáutico, afirmou que o principal desafio brasileiro não está no financiamento. "A falta de recursos tem sido resolvida com mecanismos como os da Finep." Para ele, o Brasil precisa, principalmente, definir em quais setores é competitivo para que se façam investimentos de forma mais assertiva.

Competição. Segundo o reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Carlos Pacheco, os investimentos em inovação são fundamentais para o aumento da eficiência e da competitividade. "E investimento é decisivo para aumentar a produtividade", disse. Ele destacou não ser possível manter o crescimento do País, diminuindo a desigualdade e aumentando a renda real, sem ampliar a produtividade.

José Fernando Perez, presidente da Recepta Biopharma, empresa que desenvolve medicamentos, ponderou que a complexidade da cadeia de inovação exige, além de investimentos, uma visão global de pesquisas. "Não dá para fazer tudo no País, a cadeia de inovação é muito complexa e buscar parcerias é fundamental", disse.

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