Investimento publicitário cresceu 13%

O investimento publicitário cresceu13% no primeiro semestre do ano, chegando a R$ 8,94 bilhões emrelação aos R$ 7,88 bilhões do mesmo período de 2001. Essainjeção de ânimo nos meios de comunicação, incluindo mídiaexterior como outdoor e promoções no ponto- de-venda, foidecorrente sobretudo dos desembolsos realizados pelo varejo, queliderou o ranking dos gastos com R$ 2,3 bilhões. Entre osdestaques nesse segmento está a disputa de Casas Bahia eMarabraz que, embora localizada em São Paulo, é um bom exemplodo aumento de gastos pelo segmento, que se completou com os dasredes de eletrodomésticos - de olho na venda de aparelhostelevisores e computadores - e de supermercados.Todo esse esforço teve como objetivo atrair umconsumidor que se mostrou apático no início do ano, mesmo dianteda Copa e em datas tradicionais para o varejo, como o Dia dasMães. Os dados são do Ibope/Monitor e levam em conta apenas opreço de tabela dos meios de comunicação, o que pode conterdistorções em função das políticas de descontos, embora espelhemo comportamento do investimento no período.Um fator que também contribuiu para o crescimento dosgastos publicitários no primeiro semestre do ano foi a proibiçãopelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que o governo federalveicule campanhas entre julho e outubro, meses em que ascampanhas eleitorais estão nas ruas. Com isso, houve antecipaçãodos gastos para o primeiro semestre, que passaram de R$ 484milhões no ano passado para R$ 627 milhões este ano. A campanhacriada por Nizan Guanaes para os oito anos do governo FernandoHenrique Cardoso foi um dos destaques.A Copa Coréia-Japão e a conquista do pentacampeonatomundial pela seleção brasileira também ajudaramsignificativamente no crescimento, segundo estudo coordenadopelo publicitário Daniel Barbará, diretor da DPZ. O aumento dosgastos do segmento de bebidas é um reflexo direto da Copa. Elespassaram de R$ 271 milhões no primeiro semestre de 2001 para R$327 milhões em igual período deste ano. O setor de alimentaçãotambém cresceu, passando de R$ 206 milhões para R$ 305 milhões.Além disso, a Copa estimulou promoções do varejo em todo o País.A própria Casas Bahia comprou, por R$ 35 milhões, uma das cotasde patrocínio da transmissão dos jogos pela TV Globo.Mesmo com um primeiro semestre com números acima dasexpectativas, as principais agências de publicidade do Paísprojetam crescimento no marketing em apenas 5% este ano. Oconservadorismo tem a ver com a anunciada retração dos setoresautomobilístico e imobiliário.No primeiro semestre , o setor de veículos, peças eacessórios investiu R$ 365 milhões em ações de marketing, umligeiro crescimento em relação aos R$ 323 milhões de igualperíodo de 2001. Uma situação que executivos de montadorasgarantem não ocorrerá nesse segundo semestre, onde o setorenfrenta crise, com pátios lotados, dispensa de funcionários eférias coletivas. No máximo, as ações das montadoras vão seconcentrar no varejo, nas revendedoras.A proximidade das eleições também poderá frearinvestimemntos publicitários em imóveis, apesar de o setor teruma oferta em estoque para anunciar e ter apresentadocrescimento no primeiro semestre do ano, passando de R$ 514milhões em 2001 para R$ 603 milhões este ano.A 35.ª edição do Prêmio Colunistas captou essaconjuntura ao escolher como profissional de propaganda do ano opublicitário Silvio Matos, da Bates Brasil, que esteve à frentedas ações de marketing da Casas Bahia e da Cervejaria Kaiser. Jáo publicitário do ano é Paulo Giovanni e a agência a FischerAmerica.

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