Investimento público atingiu em 2009 o maior nível em 15 anos

Segundo o Ipea, a média anual de expansão foi de 3,62% entre 1995 e 1998, primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, e baixou para 2,73% do PIB no segundo mandato, entre 1999 e 2002.

Agência Estado,

26 de maio de 2010 | 16h26

Os investimentos do setor público nacional estão avançando de forma constante e chegaram em 2009 a 4,38% do Produto Interno Bruto (PIB), maior marca desde 1995, aponta estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com o documento, a média anual de expansão foi de 3,62% entre 1995 e 1998, primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, e baixou para 2,73% do PIB no segundo mandato, entre 1999 e 2002. A taxa média de 2,73% se repetiu nos primeiros quatro anos da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e subiu para 3,68% de 2007 até o ano passado. Os valores constam da publicação Conjuntura em Foco, divulgada hoje pelo Ipea.

O setor público realizou R$ 137,4 bilhões em investimentos no ano passado. A marca representa um avanço de 177% em relação ao nível registrado em 2002 (R$ 49,5 bilhões). Um dado em especial chamou a atenção. Da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) realizada pela União em 2009, as estatais federais responderam por R$ 59,8 bilhões, o equivalente a 43%. Ou seja: da marca de 4,38% do PIB atingido no ano passado, 1,9 ponto porcentual foi desembolsado pelas empresas controladas pelo governo federal. Em 2003, o montante liberado por tais companhias atingiu R$ 18,6 bilhões.

A partir do governo do presidente Lula, os investimentos dos Estados e municípios também avançaram de forma expressiva: em 2003 eram de R$ 22,9 bilhões e atingiram no ano passado R$ 57,7 bilhões. Desse total fazem parte transferências federais, que respondem por aproximadamente 20% dos recursos aplicados por governadores e prefeitos.

O Ipea destaca os investimentos realizados pelo Programa de Aceleração de Crescimento (PAC). De acordo com o Conjuntura em Foco, a aplicação de recursos públicos pelo PAC atingiu R$ 403,8 bilhões de 2007 até dezembro de 2009, o equivalente a 63,3% do total previsto pelo governo, Segundo o Ipea, tal montante colaborou para que a FBCF do País subisse de 16,4% em 2007 para 18,7% do PIB em 2008. As liberações de financiamentos do BNDES para projetos de longo prazo que constam do PAC, incluindo os da Petrobras, avançaram 468% nos últimos três anos.

De acordo com o estudo, o PAC contribuiu também para o aumento da criação de empregos no País, com a geração de 5,67 milhões de vagas entre janeiro de 2007 e fevereiro de 2010.

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