Eduardo Nicolau|Estadão
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Investimento recua pelo segundo mês consecutivo

Indicador divulgado pelo Ipea teve queda de 2,8% em agosto; retomada, segundo instituto, depende do ajuste fiscal

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

06 de outubro de 2016 | 00h29

RIO - Apesar do avanço na produção nacional de bens de capital em agosto, o País registrou retração nos investimentos. Houve recuo nas importações de máquinas e equipamentos e na construção, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no Produto Interno Bruto brasileiro) apontou redução de 2,8% em relação a julho, o segundo recuo consecutivo.

O instituto acredita que o investimento possa apontar recuperação em setembro, mas calcula que, caso não haja crescimento, a Formação Bruta de Capital Fixo tenha um recuo de 3,1% no terceiro trimestre do ano, por uma questão de carregamento estatístico.

A retomada depende de uma sinalização mais clara do ajuste fiscal, avaliou José Ronaldo Souza Júnior, coordenador do Grupo de Estudos de Conjuntura do Ipea.

O reequilíbrio nas contas do governo será determinante para o avanço da FBCF. Segundo ele, os empresários não voltarão a investir sem ter convicção de que o problema fiscal está em vias de ser sanado.

“Não dá para ter recuperação mais intensa sem uma sinalização mais clara do ajuste fiscal. Os investimentos ficam com um risco muito alto. Para que aumentem, é preciso de um ambiente de previsibilidade maior”, disse Souza Júnior.

Apesar dos dois últimos meses de retração, o Indicador Ipea de FBCF vinha de uma alta 8,2% em junho. “A tendência é que haja alguns meses de acomodação após um crescimento muito forte”, explicou o coordenador do Ipea. “O indicador parou de cair, mas a recuperação tende a ser lenta e gradual”, acrescentou.

No mês de agosto, a produção doméstica de bens de capital, medida pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), avançou 0,4% em relação a julho, mas o consumo aparente de máquinas e equipamentos apresentou recuo de 2,5%.

Comércio exterior. Em relação à contribuição do comércio exterior, as exportações caíram 0,7% enquanto o volume de importações de bens de capital teve forte queda de 14,6%, o destaque negativo do resultado de agosto. O indicador de construção ainda encolheu 3,8% em agosto em relação a julho, o terceiro mês consecutivo de retração. No ano, essa atividade acumula uma perda de 5,1%.

“A construção realmente ainda não se recuperou, é um dado que mostra resiliência maior para a recuperação da economia”, contou Souza Júnior.

No acumulado de janeiro a agosto de 2016, o Indicador Ipea de FBCF ainda acumula uma alta de 1,4%.

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