Investimentos ainda exigem cautela

Ainda é prematuro dizer que o cenário de forte oscilações nos mercados financeiros acabou. Sem dúvida, as coisas estão mais calmas no ambiente externo. O principal motivo é que a economia norte-americana está dando sinais de desaquecimento. Com isso, diminui o risco de aumento mais fortes dos juros dos Estados Unidos nos próximos meses.Mas essa pequena melhora do cenário já faz alguns analistas se animarem a recomendar um pouco de aplicações de risco, como fundo de ações, derivativos e multicarteira. É o caso do diretor de Renda Variável da Crédit Lyonnais Asset Management, Fábio de Aguiar Faria. Mas ele alerta: a maioria dos recursos ainda deve ficar na segurança dos fundos pós fixados (DI). Fundos DI dão segurança. Fundos de Ações devem ser escolhidos com cautela Em entrevista ao repórter Sérgio Lamucci, Aguiar Faria declarou que acredita que os números econômicos dos Estados Unidos já sinalizam que a política de elevação de juros adotada pelo banco central norte-americano (Fed) foi acertada. Diante disso, na opinião do analista, é provável que não sejam mais necessários aumentos acentuados das taxas. Caso isso ocorra, o Brasil poderá retomar sua tendência de queda de juros. Diminuição da instabilidade internacional, inflação e juros em queda e contas públicas sob controle são motivos para que Aguiar Faria veja com bons olhos as perspectivas dos fundos de ações, de derivativos e multicarteira. Porém, ressalta que qualquer indicação de investimento deve levar em conta o perfil do cliente e o prazo de aplicação, para evitar decisões precipitadas. Ele afirma que o investidor deve destinar a maior parte de seus recursos para os fundos DI, considerados atualmente a aplicação mais segura. Aguia Faria não recomenda os fundos cambiais. Com menos oscilações no mercado internacional, o dólar deve ficar em patamares mais baixos. Esse tipo de investimento é mais indicado para quem tem dívidas em dólar e precisa que suas aplicações acompanhem o movimento da moeda norte-americana.

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